Crédito: Divulgação/Comunicação ANTT
Dando continuidade ao diálogo com o Governo Federal, que sancionou na semana passada uma Medida Provisória com regras mais duras para o efetivo cumprimento do Piso Mínimo de Frete -- fato que contribuiu para a suspensão da paralisação nacional da categoria --, lideranças dos caminhoneiros e da CNTTL (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística) se reuniram nesta quarta-feira (25) com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República (SG-PR), Guilherme Boulos, em Brasília.
O encontro contou ainda com a participação do diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Guilherme Theo Sampaio.
Durante a reunião, Boulos anunciou a publicação das Resoluções
nº 6.078/2026 e nº 6.077/2026, que já entram em vigor em todo o
país e que, em conjunto com a Medida Provisória que criou o eixo
legal, transformam a norma em operação real e imediata, garantindo
que o frete abaixo do piso mínimo não tenha mais espaço no
Brasil.

“Os caminhoneiros não podem pagar o preço da irresponsabilidade e da ganância de quem eleva artificialmente o preço do diesel. E também não podem continuar tendo um direito desrespeitado. O piso mínimo do frete é lei, não é opcional”, afirmou o ministro. (foto)
O diretor da CNTTL, caminhoneiro autônomo e presidente do
Sintac-Ijuí-RS, Carlos Alberto Litti Dahmer, concorda com o
ministro e reforça que cumprir o Piso Mínimo é uma condição de
sobrevivência, dignidade e justiça social.

“O Piso Mínimo de Frete é apenas o custo da operação de transporte, ou seja, quanto o caminhoneiro tem de despesa operacional para levar um produto do ponto A ao ponto B. Não está incluída nesse custo a lucratividade, que deve ser negociada frete a frete no mercado”, explica Litti (foto).
Boulos destacou ainda que o governo intensificará a fiscalização
sobre os combustíveis e manterá diálogo permanente com a
categoria.
Luta agora é no Congresso
Nacional

O presidente da CNTTL, Paulo João Estausia, o Paulinho do Transporte, disse que a luta agora é pela aprovação de emendas que tratam de outras pautas em defesa dos caminhoneiros autônomos e celetistas. “Elaboramos 31 emendas e protocolamos hoje junto aos deputados e deputadas. A nossa luta é pela aprovação no Congresso Nacional”, destaca o sindicalista.
As emendas da Confederação propõem uma reestruturação do transporte rodoviário de cargas, com foco na valorização dos trabalhadores e no aperfeiçoamento da regulação do setor. Entre os principais pontos estão a criação de um piso nacional para caminhoneiros celetistas; a inclusão da CNTTL no conselho do SEST/SENAT; e a regulamentação das gerenciadoras de risco.
O conjunto também prevê a suspensão das concessões de pedágios
para reavaliação contratual; ajustes nos limites de peso por eixo,
com margem de tolerância; mudanças nas regras de habilitação — como
a ampliação de 40 para 80 pontos para motoristas profissionais —;
além da garantia de direitos como o recolhimento do INSS, a
proposta de aposentadoria especial entre outras demandas da
categoria.
Fotos: Vinicius Reis/SGPR
Piso Mínimo de Frete: o que
está valendo no Brasil

Foto:Freepik
As medidas recentes do Governo Federal representam um avanço importante para garantir o efetivo cumprimento do Piso Mínimo de Frete no país, assegurando mais justiça na remuneração e proteção aos caminhoneiros autônomos.
Com a Resolução nº 6.078/2026, o Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) deixa de ser burocrático e passa a ser obrigatório para validar a operação; fretes abaixo do piso mínimo não são registrados e não têm existência legal. O controle passa a ocorrer na origem da contratação, e não mais apenas na estrada, evitando irregularidades antes que se concretizem e fortalecendo o respeito ao piso mínimo.
A integração com o Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e) cria uma base única de dados, permitindo fiscalização em tempo real em todo o país, o que amplia a transparência e dificulta fraudes que prejudicam os transportadores.
Já a Resolução nº 6.077/2026 estabelece sanções progressivas para descumprimento reiterado de empresas e contratantes, que começam com o alerta e avançam para suspensão e até cancelamento do registro, reforçando a obrigatoriedade do cumprimento da política de preços mínimos.
A responsabilização é ampliada, atingindo transportadores, contratantes e intermediários, com multas de até R$ 10 milhões. O “travamento do CIOT” passa a ser automático para fretes abaixo do piso mínimo, eliminando brechas no sistema e garantindo que operações irregulares não sejam sequer iniciadas.
A ANTT atualizará a tabela do piso mínimo sempre que o diesel variar 5% ou mais, por meio de portarias no D.O.U. O mecanismo garante que o valor do frete acompanhe os custos reais da atividade, contribuindo para a sustentabilidade econômica e melhores condições de trabalho dos caminhoneiros autônomos.
Secretário Nacional de Comunicação da CNTTL: José Carlos da Fonseca - Gibran
Redação CNTTL
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