Caminhoneiros aprovam estado de greve e dão prazo para governo Bolsonaro atender pauta

Essa decisão foi aprovada pela categoria em Encontro realizado neste sábado (16), no Rio de Janeiro.

Por: Viviane Barbosa, Redação CNTTL
Publicação: 16/10/2021
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2º Encontro nacional dos caminhoneiros no Rio de Janeiro

O governo de Jair Bolsonaro  tem o prazo de 15 dias para atender a pauta de reivindicações dos caminhoneiros, caso não atenda a categoria iniciará paralisação a partir do dia 1º de novembro. Essa decisão foi aprovada pela categoria em Encontro nacional realizado neste sábado (16), no Rio de Janeiro.

A atividade reuniu caminhoneiros de várias regiões do país e foi organizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC) e pela Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava) – entidades representativas da categoria no Brasil.

A pauta de reivindicações dos caminhoneiros inclui itens como a revisão da política de preços dos combustíveis na Petrobras, o estabelecimento de um valor mínimo de frete e a melhoria e construção de novos pontos de descanso para a categoria. Os caminhoneiros também exigem reformas no poder legislativo: a aprovação do Marco Regulatório do Transporte Rodoviário de Cargas e o retorno da aposentadoria especial após 25 anos de contribuição ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Em vídeo, o diretor da CNTTL e presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Carga de Ijuí-RS, Carlos Alberto Litti Dahmer, disse que os caminhoneiros estão em estado de greve e aguardam que o Ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, atenda a pauta de reivindicações da categoria (abaixo principais pontos). 

“O Governo Bolsonaro teve o prazo de três anos para melhorar a vida do transportador autônomo e nada foi cumprido. Daremos mais 15 dias para que a nossa que é de conhecimento do ministro Tarcísio e do governo Bolsonaro seja aplicada de fato para os caminhoneiros”, reforça Litti. 

O diretor da CNTTL disse que os caminhoneiros passam por momentos de dificuldades nunca vistos e a situação tem piorado nestes últimos três anos de desgoverno de Bolsonaro. “Nosso chamado de paralisação tem o respaldo de 1 milhão de caminhoneiros  e a sociedade virá conosco”, destaca Litti no vídeo.

Leia mais < CNTTL, CNTRC e Abrava aprovam pauta única dos caminhoneiros e ações em conjunto>

Principais reivindicações dos caminhoneiros

Redução do preço do diesel e revisão da política de preços da Petrobras, conhecida como Preço de Paridade de Importação (PPI);

Constitucionalidade do Piso Mínimo de Frete;

Retorno da Aposentadoria Especial com 25 anos de contribuição ao INSS e a inclusão do desconto do INSS pago pelo caminhoneiro (PL2574/2021) na Lei do Documento de Transporte Eletrônico;

Aprovação do novo Marco Regulatório do Transporte Rodoviário de Cargas (PLC 75/2018);

Aperfeiçoamentos na proposta do Voto em trânsito no Senado.

Melhoria e criação de Pontos de Parada e Descanso (Lei 13.103/2015) entre outras medidas;



Próximo encontro
 As entidades representativas -- CNTTL, ABRAVA e o CNTR --  darão continuidade à organização das lutas dos caminhoneiros e realizarão o 3º Encontro Nacional no dia 20 de novembro, em Porto Alegre.

Leia mais<Caminhoneiros autônomos denunciam uberização e cobram demandas do Governo Bolsonaro>

Confira vídeo

 

 

 


Redação CNTTL

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