Após a paralisação dos caminhoneiros de Foz do Iguaçu, no Paraná, realizada no dia 3 de agosto, o governo do Paraguai retomou as negociações com o Brasil e autorizou que os caminhões em lastro, ou seja, vazios, atravessem a ponte no horário das 18h às 5h. A medida ajuda, mas ainda não resolve o problema da categoria, que enfrenta longas filas no local.
O movimento dos trabalhadores, que paralisou o transporte na ponte, contou com o apoio da CNTTL (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística), da FETROPAR (Federação dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Paraná) e dos sindicatos dos caminhoneiros de Santos e Cascavel, além dos sindicatos dos rodoviários de Foz do Iguaçu, Sorocaba, Francisco Beltrão e Maringá.
Embora os caminhoneiros tenham conquistado a ampliação de 2 horas e 30 minutos no período destinado à passagem, a luta da categoria é para que a ponte seja liberada dia e noite para todos os caminhoneiros. Enquanto essa conquista não chega, os caminhoneiros manterão estado de greve, informa a FETROPAR.
O presidente da CNTTL, Paulo João Estausia, o Paulinho do Transporte, explica que as restrições de horário acabam provocando longas esperas e submetendo os profissionais a condições precárias enquanto aguardam a possibilidade de realizar a travessia.
“A negociação é difícil, mas as negociações são gradativas. A gente pede que continuem mobilizados. Temos o compromisso de evoluir ainda mais nas negociações entre os governos brasileiro e paraguaio”, explica.
Paulinho lembrou ainda que a própria finalidade da ponte é contribuir para a integração e melhorar o fluxo entre Brasil e Paraguai.
Além da ampliação definitiva do horário de funcionamento, a CNTTL cobra do governo brasileiro reforço na segurança para proteger os trabalhadores que utilizam a região da fronteira.
A entidade também reivindica a disponibilização de uma estrutura móvel de atendimento à saúde destinada aos caminhoneiros, principalmente diante dos longos períodos de espera enfrentados pelos profissionais.
Paulinho agradeceu e parabenizou todos os trabalhadores, dirigentes e sindicatos que participaram da mobilização, além de destacar a atuação da FETROPAR e do Sindicato dos Condutores de Foz do Iguaçu.
“A negociação continua, a luta continua e a mobilização tem que continuar. Esperamos que a vitória seja o mais rápida possível”, concluiu o presidente da CNTTL.
Secretário Nacional de Comunicação da CNTTL: José Carlos da Fonseca - Gibran
Redação CNTTL
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