DF:"Abordagem feita pela Polícia Militar foi planejada e tinha cunho político",diz Paulinho presidente da CNTTL/CUT

Ele e dirigentes da Confederação foram abordados, revistados e presos enquanto estavam acampados no Teatro Nacional

Por: Da CUT-DF
Publicação: 12/04/2016
Imagem de DF:

Paulinho da CNTTL/CUT em ato em defesa da democracia e contra o golpe no dia 31 de março, em Brasília

O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL-CUT), Paulo João Eustasia, o Paulinho da CUT, e outros sete sindicalistas ligados à Confederação foram presos na segunda-feira (11). Segundo Paulinho, “tudo indica que a abordagem feita pela Polícia Militar foi planejada e tinha cunho político”.

Por volta das 15h30, dois carros saíram do estacionamento do Teatro Nacional, local do acampamento montado pelo MST, rodoviários e militantes de outras categorias, com Paulinho e os demais sindicalistas, rumo ao estacionamento do ginásio Nilson Nelson, para onde os trabalhadores acampados seriam realocados por exigência da Secretaria de Segurança Pública do DF.

Paulinho conta que, ao saírem com os veículos, várias viaturas e motos da PM os seguiram. Na altura do hotel Torres, no Eixo Monumental, as viaturas com homens armados abordaram os carros conduzidos pelos sindicalistas. “Mão na cabeça, saiam do carro com a mão na cabeça, eles (os policiais) disseram, com armas apontadas pra gente”, informa o presidente da CNTTL-CUT.
 

Na revista dos carros, foram encontrados materiais cortantes (um pequeno machado e uma faca) e um spray usado por funcionários da segurança do Clube de Campo e Pesquisa dos rodoviários de Sorocaba (SP). “A gente nem sabia que esses objetos estavam no carro. Saímos às pressas de São Paulo e não fizemos uma revista nos veículos, até porque nosso objetivo não é sair atacando ninguém. A gente sabe quem está indo pras ruas armado, não são os que defendem a democracia”, afirma Paulinho.

O mais intrigante é que, no momento da abordagem, dois carros pararam a, mais ou menos, 10 metros de distância e começaram a filmar a cena. “Perguntamos aos policiais de quem eram aqueles carros e eles disseram que achavam que estavam com a gente”, conta Paulinho. Em menos de 5 minutos após a abordagem, chegaram jornalistas de diversos veículos de imprensa privada. De forma espetacularizadora, os policiais colocaram os objetos em cima do capô da viatura policial e atenderam amplamente à imprensa.

Orientação 

Paulinho e os demais sindicalistas foram conduzidos à 5ª Delegacia de Polícia, onde prestaram depoimento por mais de duas horas seguidas. Ele e outros cinco dirigentes foram liberados logo, no final da tarde. Os dois últimos só foram soltos após às 18h e seguiram para encontrar a marcha que foi do Teatro Municipal até o Congresso Nacional, onde mais de 2 mil manifestantes protestaram contra o golpe em curso no país.

A direção da CUT Brasília orienta seus militantes que participam das atividades contra o golpe a redobrarem cuidados neste momento crítico da conjuntura do país. “A história mostra que há sempre ações premeditadas de certos setores da direita para tentar envolver manifestantes em situações que levem à criminalização e judicialização do movimento, para tentar indispor a população com o nosso justo movimento pela democracia e em defesa dos direitos. A história prova, no entanto, que os trabalhadores são sempre vítimas e são aqueles que recebem tratamento desigual em todas as áreas. Com mobilização, continuaremos mudando essa história”, alerta Rodrigo Britto, presidente da CUT Brasília.

 

Transportando CNTTL-CUT
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