“A sobrecarga de trabalho dos pilotos está pondo em risco a segurança dos voos”, afirma presidente do SNA

Para o comandante Marcelo Ceriotti, a nova lei da categoria precisa entrar em vigor para que vidas sejam preservadas


Publicação: 14/08/2014
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Foto: divulgação

O acidente com o jato que matou o candidato à presidência, Eduardo Campos, e mais seis pessoas pode ser mais um episódio ocorrido por conta da sobrecarga de trabalho do piloto.

De acordo com o jornal “O Globo”, cinco dias antes do acidente, um dos pilotos que morreu, Marcos Martins, relatou em sua página do Facebook que não estava tendo tempo para descansar “Cansadaço, voar voar e voar . E amanhã tem mais. Recife”, postou no dia 8 de agosto, na rede social.

A aeronave Cessna, prefixo PRAFA, que pertencia à empresa AF Andrade Empreendimentos e Participações Ltda, estava com apenas 350 horas de voo e com a manutenção em dia.

Para o presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), o comandante Marcelo Ceriotti, a sobrecarga de trabalho dos pilotos está pondo em risco a segurança dos voos.

“Qualquer coisa que se diga agora na tentativa de esclarecer o acidente será especulação. Mas é preciso que se fale que, já há algum tempo, estamos alertando para o risco a que a categoria está exposta. Especialmente em épocas de campanha eleitoral. A quantidade de voos aumenta muito. A equipe toda precisa se locomover a todo instante. Às vezes, fazem viagens longas num mesmo dia. Precisamos modernizar a lei, tratar da gestão da fadiga nas escalas de trabalho dos pilotos”, alerta.

Lei do aeronauta  

Desde 2011, o SNA está tentando alterar a Lei do Aeronauta (Lei nº 7.183/84), que estabelece uma carga horária de 11 horas diárias de trabalho por 12 horas de descanso. A regulamentação não sofre alterações há 30 anos e não atende a  realidade dos tripulantes das companhias aéreas.

A nova proposta de regulamentação (PLS 434/11)  visa as seguintes melhorias: 10 a 12 folgas por mês sem perda da produtividade; jornada variando de 8 a 12 horas; tempo em solo em intervalos de 1 hora remunerados como reserva e jornada de trabalho alinhadas às práticas de gerenciamento da Fadiga Humana preconizadas pela Organização da Aviação Civil Internacional (OACI).

As mudanças na Lei foram elaboradas pelo SNA  em parceria com a ABRAPAC (Associação Brasileira dos Pilotos da Aviação Civil) ASAGOL  (Associação dos Aeronautas da Gol ) e ATT  (Associação dos Tripulantes da TAM).

Com informações da FENTAC


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