CNTTL pede ao Governo Federal providências sobre cobrança abusiva nos preços dos combustíveis

Entidade questiona que não houve anúncio oficial de reajuste por parte da Petrobras, principal fornecedora do país.

Por: Viviane Barbosa, da Redação da CNTTL
Publicação: 09/03/2026
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Preocupada com o aumento injustificado dos combustíveis nas bombas, sentido no bolso dos caminhoneiros, a CNTTL (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística) pediu à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), órgão ligado ao Ministério da Justiça, que fiscalize e adote medidas para combater práticas especulativas e abusivas na formação de preços do óleo diesel no mercado interno.

Embora as tensões envolvendo a guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, no Oriente Médio, afetem a navegação no Estreito de Ormuz — região estratégica para o fluxo global de petróleo —, para a Confederação nada justifica os aumentos registrados nos postos no Brasil.

“O conflito poderá ocasionar problemas no futuro. Não houve anúncio oficial de reajuste por parte da Petrobras, principal fornecedora do combustível no país. Mas temos visto um salto nos preços praticados por postos e distribuidoras neste momento”, explica o diretor da CNTTL, Carlos Alberto Litti Dahmer.

O diretor ressalta que o que está acontecendo no Brasil é um “crime contra a economia popular”, pois reajustes antecipados — sem que haja efetivo aumento de custos — podem levantar questionamentos sobre possíveis práticas abusivas na formação de preços.

Ele também destaca que esses aumentos nos combustíveis representam um ataque à renda dos caminhoneiros, que já operam com custos cada vez mais apertados.

Em documento encaminhado à Senacon, a CNTTL também pediu que seja apurado se os aumentos registrados estão ocorrendo nas etapas de distribuição ou revenda, e quais fatores estariam motivando essas elevações.

“O governo precisa verificar onde está ocorrendo isso: é na distribuidora? É no posto? Ou nos dois? O setor de transporte sente esse impacto imediatamente e, na sequência, isso pode elevar os preços do feijão, do arroz e de tudo que chega às prateleiras”, alerta Litti.



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