CNTTL participa do Fórum do Transporte das Centrais Sindicais

Durante a reunião virtual, os sindicalistas relataram os impactos da pandemia do novo coronavírus (COVID-19) no setor de transportes, que desempenha papel essencial, e está sendo duramente afetado pela grave crise de saúde pública, econômica, política e social no país.

Por: Viviane Barbosa, da Redação da CNTTL
Publicação: 19/06/2020
Imagem de CNTTL participa do Fórum do Transporte das Centrais Sindicais

Reunião Virtual

Dirigentes das maiores centrais sindicais do país – CUT, Nova Central, Força Sindical, CTB, UGT e  CSB – participaram de uma reunião virtual na terça-feira (16) para debater a retomada dos trabalhos do Fórum dos Trabalhadores em Transportes.

A Direção da CNTTL (Confederação Nacional dos Trabalhadores  em Transportes e Logística) e a  Assessoria acompanharam as discussões, que foram coordenadas pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

O técnico da entidade e sociólogo, Clemente Ganz, disse que o objetivo desse Fórum é produzir e compartilhar protocolos que possam ser aplicados pelos sindicatos nas negociações para proteção do trabalhador, além de definir medidas para a retomada do emprego e elaborar estratégias para apoiar cada setor nas negociações coletivas pós-pandemia, buscando unificar as campanhas salariais.


Impactos da pandemia no trabalho

Durante a reunião virtual, os sindicalistas relataram os impactos da pandemia do novo coronavírus (COVID-19) no setor de transportes, que desempenha papel essencial, e está sendo duramente afetado pela grave crise de saúde pública, econômica, política e social no país.

Os dirigentes  relataram diversas violações aos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras em transportes por parte das empresas, que mesmo com as medidas provisórias (927, 936 e 945/2020) que preveem suspensão do contrato, redução salarial e o compromisso em não demitir, as empresas efetuaram desligamentos.

O diretor de finanças da CNTTL, José de Souza (Souzinha), diretor da FENSTTT/CNTTL (Federação Nordeste de Sindicatos de Trabalhadores em Transportes e Trânsito) abordou a situação da categoria rodoviária.

 “Já registramos quase 1.000 demissões em Feira de Santana e em outros Municípios de Bahia, Natal-RN e no Piauí. A única categoria que fechou a data-base foram os rodoviários do transporte urbano de Salvador que conquistaram reajuste linear de 2,46%. Os demais estados estão com as datas-bases prorrogadas ou com as negociações suspensas”, conta. 

O presidente interino da CNTTL e presidente  da FNP (Federação Nacional dos Portuários), Eduardo Guterra, falou sobre a MP945/2020 – que  alterou alguns aspectos do trabalho portuário em meio à pandemia – e autoriza a militarização dentro da área dos Portos.

“A MP prevê afastamentos remunerados dos portuários Avulsos (TPA) que se situam no grupo de risco, ou seja, que apresentam sintomas da doença. Existe também a mudança na escalação diária de trabalhadores avulsos, os quais estão sendo por meio eletrônico (como aplicativo de celular) e isso acaba com a escalação presencial nos portos, onde o mesmo não precisa sair de casa para entrar na escala e evitar aglomerações na aérea dos Portos”, explica. 

Outros problemas apontados foram que as empresas não estão fornecendo adequadamente os equipamentos de proteção individual (EPI’s) aos trabalhadores, bem como não estão realizando com frequência a higienização nas garagens, nos terminais, nos ônibus e nos vagões de trens/metrô.

A falta de testes rápidos de COVID-19 e o atraso/suspensão nas negociações das datas-bases das categorias foram outras questões pontuadas durante a reunião virtual.

Fórum irá fortalecer as lutas

“Os setores de transportes que estão neste Fórum precisam participar e se organizar mais. O nosso ramo tem categorias diversificadas, por isso, é fundamental pensarmos de forma coletiva para avançar nas lutas”, disse Wagner Menezes, Marrom, Secretário de Organização da CNTTL e diretor de Relações do Trabalho da CUT-SP.

Guterra concorda e ressalta que é necessário dar um passo à frente.  “É fundamental fazer um diagnóstico diante dessa grave crise de saúde, mas também política, social e econômica que estamos vivendo. Hoje não temos uma liderança nesse governo que possa articular com os demais poderes ações concretas para combater à pandemia e defender políticas públicas para ajudar o povo. Esse Fórum irá fortalecer a nossa luta, não tenha dúvida disso”, frisa.

Souzinha sugeriu que seja debatida na  próxima reunião uma proposta de subsídio para as empresas de transportes que estão em dificuldades em razão da pandemia, mas que garanta a preservação dos empregos e direitos dos trabalhadores e trabalhadoras.

A próxima reunião virtual está agendada para o dia 30 de junho pelo Dieese.


Redação CNTTL

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