Brasília: Sindicato dos Rodoviários repudia proposta das empresas de suspensão do contrato de trabalho e salário

"Não aceitamos e dissemos se a situação está difícil para eles, imagina para os trabalhadores que dependem do salário para sobreviver, pagar suas contas e comprar comida", disse o dirigente do Sindicato, Gibran, e diretor de Comunicação da CNTTL.

Por: Viviane Barbosa, da Redação da CNTTL
Publicação: 26/03/2020
Imagem de Brasília: Sindicato dos Rodoviários repudia proposta das empresas de suspensão do contrato de trabalho e salário

Reunião com empresas e GDF - foto: Sindicato

Terminou sem acordo a reunião do Sindicato dos Rodoviários do Distrito Federal (Sittrater) com as empresas de transportes. Na pauta, o Sindicato debateu medidas emergenciais para proteger os direitos e a saúde dos motoristas/cobradores e conter a propagação do Coronavírus. O Sindicato não concordou com a proposta das empresas em suspender o contrato de trabalho pelo prazo de dois meses. 

"Eles alegaram que a receita caiu mais de 80%, mas que os custos permaneceram porque a frota está circulando. Disseram o absurdo que seria preciso reduzir o número de trabalhadores em operação e suspender os contratos de trabalho para assegurar a sobrevivência. Repudiamos e dissemos se a situação está difícil para elas, imagina para os trabalhadores que dependem do salário para pagar suas contas e comprar comidas, ou seja, sobreviver", disse ao Portal da CNTTL, o dirigente do Sindicato, Gibran, e diretor de Comunicação da CNTTL.

Essa medida absurda e desumana de suspender contrato e salário tinha sido proposta pelo presidente Jair Bolsonaro, que após duras críticas nas redes sociais  voltou atrás e revogou a medida, mas manteve na MP 927 artigos prejudiciais aos trabalhadores.

Afastamento do grupo de risco

Uma medida urgente adotada pelas empresas a partir do decreto do Governo do Distrito Federal (GDF) foi  a redução da frota circulante para permitir que as empresas afastassem os trabalhadores considerados como faixa de maior risco. Com isso, as empresas liberaram os trabalhadores maiores de 60 anos e outros que são portadores de enfermidade grave.
Segundo o Sindicato, as empresas ainda não informaram se farão o pagamento regularmente destas pessoas ou qual outra medida adotarão. 

Mobilidade

O Sindicato também se reuniu com a Secretaria de Mobilidade e Transportes e destacou a importante contribuição que a categoria e o sistema têm dado para enfrentar esta batalha contra o vírus e que a categoria precisa ser valorizada.

"O Governo e empresas reconheceram a importância do transporte público neste momento de crise e de seus trabalhadores, mas alegaram que o problema de difícil solução é a falta de recurso. No entanto, comprometeram a levar a discussão ao governador para buscar alternativas para que os rodoviários não sofram diretamente com os efeitos desta crise", conta Gibran.

Novas reuniões

Novas reuniões vão acontecer nos próximos dias. A direção do Sindicato espera conseguir uma boa saída para este problema. "Orientamos a categoria a continuar auxiliando para que esta crise seja superada. Os cuidados devem ser redobrados por quem está exposto como é o caso dos profissionais rodoviários", finaliza o sindicalista.


 

 

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