COVID-19: “Temos que preservar a vida", afirma presidente da CNTTL

As decisões serão estendidas a todo o Brasil, em todos os modais do transporte terrestre, aéreo, marítimo e metroferroviário. Os sindicatos de todas as regiões do país já estão sendo notificados a tomarem essas mesmas decisões, com pequenas exceções que serão tratadas com as autoridades de cada setor, como o aéreo e o marítimo, por exemplo.

Por: Viviane Barbosa, da Redação da CNTTL
Publicação: 23/03/2020 às 12:05 - Atualização: 23/03/2020 às 15:15
Imagem de COVID-19: “Temos que preservar a vida

Paulinho, presidente da CNTTL

A CNTTL (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística) orienta emergencialmente, que diante do agravamento do quadro de propagação do coronavírus em todo o país,  que todos os sindicatos rodoviários/condutores dos transportes urbano, intermunicipal e rodoviários da sua base parem, ou seja, todos os motoristas/cobradores/agentes de bordo fiquem em casa por 15 dias.

“Estamos seguindo as orientações do Ministério da Saúde, passada pelo ministro Luiz Henrique Mandetta, de que é para a população ficar em isolamento social, sem se locomover pela cidade”, diz o presidente da CNTTL e do Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba, Paulo João Estausia, Paulinho.

O Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba e Região aprovou essa decisão na manhã desta segunda-feira, 23, e está recolhendo toda a frota de ônibus dos transportes urbano, intermunicipal e rodoviário nos 43 municípios que compõem a base de representação da entidade. Neste primeiro momento, os trabalhadores irão permanecer parados por 15 dias.

Segundo o Sindicato dos Rodoviários, os ônibus começaram a ser recolhidos por volta das 11h. A diretoria do Sindicato está nos terminais e rodoviárias orientando os motoristas a terminarem a viagem que estiverem fazendo e, após chegar ao ponto final, se dirigirem às garagens das empresas para deixar os ônibus e irem direto para a casa, permanecerem em isolamento.
O Sindicato dos Rodoviários está em contato permanente com todas as empresas e com os poderes públicos locais.

Transporte especial

A CNTTL também orienta, assim como já está acontecendo em Sorocaba, que as empresas do transporte urbano mantenham um plantão de motoristas, cobradores e agentes de bordo para atender ao transporte especial, pois muitos usuários desse transporte precisam manter atividades médicas.

A decisão de paralisação não será aplicada aos setores de fretamento e de cargas. Fretamento porque é preciso levar os trabalhadores até as empresas que irão produzir, em especial, equipamentos e remédios para combater a pandemia. Cargas porque é necessário manter as cidades abastecidas de alimentos, remédios, água e combustíveis e manter a devida coleta de resíduos residenciais, hospitalares e industriais.

A orientação é que seja mantido o transporte urbano exclusivamente para os profissionais da saúde pública e segurança pública durante este período da pandemia do coronavírus. Em relação à segurança dos motoristas, a CNTTL exige que as empresas de transporte disponibilizem equipamentos necessários para impedir a contaminação pelo coronavírus, como máscara N95, luvas e álcool gel.

Nesses setores que permanecerão em operação, a CNTTL reitera a determinação para que as empresas liberem os trabalhadores que fazem parte do grupo de risco, ou seja, trabalhadores a partir de 60 anos e com doenças respiratórias, cardíacas, renais, hipertensos e diabéticos. Assim como, seguindo orientações dos órgãos de saúde, é para liberar todos os trabalhadores que estiverem com qualquer sintoma de gripe.


Aéreo, marítimo e metroferroviário 

As decisões acima citadas serão estendidas a todo o Brasil, em todos os modais do transporte terrestre, aéreo, marítimo e metroferroviário. Os sindicatos de todas as regiões do país já estão sendo notificados a tomarem essas mesmas decisões, com pequenas exceções que serão tratadas com as autoridades de cada setor, como o aéreo e o marítimo, por exemplo.


Negociação com Empresas

A CNTTL orienta aos sindicatos de todas as modalidades de transportes que entrem em contato com as empresas  para formular acordo em relação aos dias que os trabalhadores ficarão parados diante do coronavírus. Neste primeiro momento serão 15 dias, que poderão ser estendidos conforme se dará o quadro da pandemia nas regiões.

“O momento é de preservar a vida. Sobre as questões de pagamento de salários, os sindicatos devem negociar a melhor forma possível. Aqui, em Sorocaba, negociamos que os dias parados serão repostos nas férias e que  todos os benefícios serão mantidos”, explica Paulinho.

A CNTTL também repudia a Medida Provisória nº 927/2020, que dispõe sobre “medidas trabalhistas” a serem adotadas durante o período da pandemia Covid-19 (“coronavírus”), proposta por Bolsonaro.

Para Paulinho, essa MP, que  autoriza a suspensão do contrato de trabalho sem pagamento de salário, é extremamente prejudicial aos trabalhadores, porque o único patrimônio de sobrevivência do trabalhador é o seu salário.

“As empresas têm meios de obter recursos, seja por  empréstimos ou subsídios. O Governo é quem tem que resolver esse problema. Agora, o trabalhador não pode se limitar a morrer pela pandemia e de fome”, alerta.  


Base CNTTL 

A CNTTL tem em sua base federações/sindicatos filiados de base estadual e nacional nas modalidades de transporte: aéreo, viário, metroviário, ferroviário, portuário e moto-táxi/fretamento, localizados nos principais estados e capitais do Brasil.

A entidade representa quase 1 milhão de trabalhadores da iniciativa privada, esfera pública (estatais) e caminhoneiros (autônomos, celetistas e de cooperativas).
 


Redação CNTTL

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