Encontro ITF: Modelo argentino de sindicalismo está muito à frente do brasileiro, avaliam sindicalistas rodoviários

O evento reuniu jovens sindicalistas dos setores rodoviário de passageiros, cargas, marítimo, aéreo e ferroviário da Argentina, Brasil, Panamá, Uruguai e Colômbia.

Por: Viviane Barbosa, da Redação da CNTTL
Publicação: 07/11/2019
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Criar mecanismos que visem envolver os jovens e as mulheres nas pautas sindicais nos países da América Latina foram os principais temas abordados no  Encontro intitulado “Movimiento Sindical de la Juventud” da Federação Internacional dos Trabalhadores em Transportes (ITF), realizado entre os dias 5 a 7 de novembro, em Buenos Aires, na Argentina.

O evento contou com o apoio da Fundação alemã Friedrich Ebert Stiftung e reuniu jovens sindicalistas dos setores rodoviário de passageiros, cargas, marítimo, aéreo e ferroviário da Argentina, Brasil, Panamá, Uruguai e Colômbia (foto).

A CNTTL foi representada por Mike Maia Estausia e Joice Jaqueline do Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba; e por William e Thiago, ambos do Sindicato do setor de cargas molhadas do Rio de Janeiro.



No destaque Mike Maia 

Experiência positiva 

Durante três dias, os jovens sindicalistas latino-americanos compartilharam experiências e análises sobre as realidades econômicas, políticas em seus países e também falaram sobre as transformações do mundo do trabalho e os desafios da organização sindical.

Mike Maia conversou com o Portal da CNTTL na Argentina e disse que a experiência foi boa e ficou bastante entusiasmado com o modelo sindical argentino, destacando que “ele está muito à frente do modelo sindical brasileiro”.

“A Argentina é uma exceção à regra, lá existe um trabalho sindical forte na base que tem atraído muitos jovens e mulheres, quase todos são filiados aos sindicatos. Eles têm políticas de gênero e um trabalho bom de conscientização no qual os jovens participam de qualquer tipo de movimento sindical ou social”, explica.

Mike comentou que os sindicatos de trabalhadores argentinos priorizam pautas que vão além das questões  econômicas, como reajuste salarial ou de benefícios, e tem focado na importância de valorizar o bem-estar do trabalhador e trabalhadora.

“Na questão da igualdade de gênero, todos os sindicatos têm uma Secretaria da Mulher e sempre buscam conscientizar as mulheres, sobre o combate à violência entre outros temas de interesse das companheiras”, ressalta.

“Tivemos uma palestra muito interessante de um companheiro indiano que nos mostrou que temos que melhorar o ambiente de trabalho, criando opções de lazer e bem-estar, cito como exemplo, torneios de futebol, para que o trabalhador/trabalhadora tenha opções de combater o estresse do mundo do trabalho”, conta. 

Problemas comuns 
Já os demais países, entre eles o Brasil, ainda são muitas tímidas as ações dos sindicatos para envolver os jovens e as mulheres nas lutas sindicais, bem como ampliar a sua participação nas direções.

Outro problema, que também está atingindo a Argentina, é a unicidade sindical, ou seja, a criação de sindicatos por categorias, que permite dividir os sindicatos e, com isso, enfraquecendo a luta sindical. 
“A bandeira que nos unifica em todos países é a defesa dos direitos dos trabalhistas. Outra coisa comum que notamos é o discurso dos empresários: todos disseram que sempre alegam prejuízos, ou custos, para reajustar salários, e sabemos que isso tudo é mentira”, ressalta. 

Mike e Joice falaram que a juventude brasileira está totalmente desinteressada pela política.  “A grande imprensa no Brasil é tendenciosa, sempre deturpa as pautas sindicais, eles apoiam agenda patronal, e quando abordam sobre os partidos de esquerda o associam à corrupção, é lamentável.  Os jovens assistem e ficam nas redes sociais, sendo contaminados por fake news. É preciso fazer um filtro de tudo que se lê, ouve ou assiste, para não cair nessas mentiras”, explica.

Lula Livre e encaminhamentos

Mike também falou da importância da liberdade de Lula, que está como preso político há mais de 1 ano no Brasil, e se mostrou muito triste, porque, em nenhum momento, os demais países tocaram no nome do companheiro Lula. “ Pra mim esse foi o único ponto negativo do Encontro”, disse.

No final do evento, a ITF seção da Juventude encaminhará uma carta para cada país participante indicar  uma representante para coordenar os trabalhos dessa Secretaria. O objetivo é traçar ações que busquem envolver os jovens e as mulheres, que estão conectados nas redes sociais. Uma das ações é investir na comunicação digital que é o caminho para chegar até eles. 
 

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