Brasília: Portuários participam de Ato Nacional em Defesa dos Empregos e da Soberania

Convocada pela CUT, CTB e demais centrais sindicais, a manifestação contou com o apoio das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo.

Por: Viviane Barbosa, da Redação da CNTTL
Publicação: 30/10/2019
Imagem de Brasília: Portuários participam de Ato Nacional em Defesa dos Empregos e da Soberania

Guterra, presidente da FNP, fala em caminhão de som na Esplanada dos Ministério - foto: divulgação

A Federação Nacional dos Portuários (FNP) participou nesta quarta-feira (30), em Brasília, da mobilização nacional convocada pela CUT, CTB e demais centrais sindicais em defesa da soberania, por empregos e direitos. A manifestação contou com apoio das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo.

Dirigentes e militantes dos sindicatos portuários saíram em caminhada na Esplanada dos Ministérios e falaram no caminhão de som a preocupação com os portos públicos. “O  atual governo não tem qualquer compromisso com a manutenção das empresas estatais e nem com a democracia e com os direitos da classe trabalhadora”, alerta o presidente da FNP e diretor da CNTTL, Eduardo Lírio Guterra.

O sindicalista enfatiza que enquanto os demais países brigam pela defesa da sua soberania, da sua independência econômica e social, em relação aos países, “que se dizem grandes”, o Governo Brasileiro demonstra a sua subserviência aos “poderosos” ao praticar a política da entrega das riquezas, mesmo que seja profundamente prejudicial à sociedade brasileira carente de recursos públicos à sua sobrevivência.

O presidente da CUT, Sérgio Nobre, ressalta que ir para as ruas é defender o Brasil, a geração de emprego para mais de 30 milhões de trabalhadores desempregados e subempregados que querem empregos de qualidade. “Ir para ruas é dar um basta nas políticas neoliberais”, destacou.

 

Apoio aos estivadores de Santos

As centrais sindicais – Força Sindical, CUT e CTB – divulgaram nesta quarta-feira (30) Carta Aberta, manifestando apoio ao Sindicato dos Estivadores de Santos, São Vicente, Guarujá e Cubatão em repúdio a utilização de mão de obra irregular, não habilitada e sem cadastro de registro no OGMO (Órgão de Gestão de Mão de Obra Portuária), nas operações nos navios de embarque e descarga que estão sendo realizadas a bordo pela empresa Proporto, que é uma operadora de Cais Público e que tem a utilização da mão de obra avulsa obrigatória.

“Destacamos um apelo de sensibilidade social às empresas citadas, no sentido de cobrar medidas em prol dos trabalhadores portuários e da sociedade brasileira.  Lembramos da responsabilidade social de todos os envolvidos no processo de fabricação, montagem, produção e transporte  dos produtos para exportação que utilizam os portos brasileiros”, cita trecho da carta.

 

Leia abaixo carta na íntegra

As centrais sindicais abaixo assinadas veem através desta  manifestar apoio ao Sindicato dos Estivadores de Santos, São Vicente, Guarujá e Cubatão repúdio a  utilização de mão de obra irregular, não habilitada e sem cadastro de registro no OGMO (Órgão de Gestão de Mão de Obra Portuária), nas operações nos navios de embarque e descarga que estão sendo realizadas a bordo pela empresa Proporto, que é uma operadora de Cais Público e que tem a utilização da mão de obra avulsa obrigatória.

Vale destacar que a empresa Proporto não está respeitando o artigo 40 da Lei 12.815/13 ao estar realizando a movimentação de veículos, caminhões e máquinas das fabricantes Jeep, Peugeot, Volskwagen, Citroen, Iveco, GM, GEFCO, Maruba, WW, MOL, K LINE e CSAV, as quais podem ter suas imagens vinculadas a possíveis acidentes de trabalho por utilização de mão de obra não especializada.

Desta forma, destacamos um apelo de sensibilidade social as empresas citadas acima, no sentido de cobrar medidas em prol dos trabalhadores portuários e da sociedade brasileira.  Lembramos da responsabilidade social de todos os envolvidos no processo de fabricação, montagem, produção e transporte  dos produtos para exportação que utilizam os portos brasileiros.

Destacamos que ser socialmente responsável é contribuir com o bem estar da sociedade de alguma forma, seja incentivando ações internas – junto a funcionários e fornecedores, ou incentivando boas práticas junto à sociedade.

Solicitamos também o pedido de fiscalização as autoridades responsável sobre todos os fatos que estão ocorrendo e a essas empresas citadas que tenham conhecimento dos episódios recentes.

Miguel Torres – presidente da Força Sindical

Sérgio Nobre – presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores)
Adilson Araújo – presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)

Transportando CNTTL-CUT
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