FUTAC, UIS, FSM e CONUTT expressam apoio à luta dos chilenos e condenam repressão

Após seis dias de protesto violento, governo Piñeda voltou atrás, mas repressão fez mais de 15 mortos

Por: Vanessa Barboza, Redação CNTTL
Publicação: 22/10/2019
Imagem de FUTAC, UIS, FSM e CONUTT expressam apoio à luta dos chilenos e condenam repressão

A Federação Unitária de Transportes da América Latina e o Caribe (FUTAC), a União do Transporte, Portos, Pesca e Comunicação (UIS) e a  Federação Sindical Mundial (FSM) expressam solidariedade aos metroviários chilenos e toda a população do país, que lutaram bravamente contra a medida arbitrária do governo neoliberal de Sebastião Piñera de aumentar a tarifa do transporte.

Em nota as entidades saúdam a decisão da Federação dos Sindicatos do Metrô de Santiago do Chile de rejeitar aumentos no transporte, condenar essas políticas e pedir o fim da repressão os estudantes.  “Acreditamos no Transporte como um Direito, não um privilégio, e condenamos o aumento da taxa de transporte, de acordo com o medidas neoliberais e antipopulares dos governos pró-FMI em todo o continente, como os casos do Equador, Argentina, Brasil, Haiti e Chile, entre outros, onde as pessoas saem para lutar por sua dignidade e seus direitos. O transporte é um direito, não uma mercadoria”, diz trecho da nota. 

A Confederação Unitária Nacional de Trabalhadores em  Transportes do Chile (CONUTT), presidida pelo companheiro, Ricardo Maldonado, também presidente da FUTAC, emitiu nota de solidariedade.  Em um trecho da nota, a CONUTT reitera que rejeita os ataques do governo com uso de força policial descabida. 

“Rejeitamos o anúncio feito pelo Presidente da República, Sebastián Piñera, que decretou Estado de Emergência. Esta medida não corresponde a um governo que se diz democrático e respeita a estado correto dos chilenos. O que se busca é intimidar as pessoas, instaurar o medo e tentar dessa maneira, diminuir a pressão social”, destaca nota da CONUTT.


Levante popular derruba aumento do metrô 

Após seis dias de manifestações em Santiago, o governo finalmente decidiu voltar atrás e não aumentar o preço das passagens de metrô.

"Ouvi com humildade a voz dos meus compatriotas e não terei medo de continuar ouvindo (...) vamos suspender o aumento das passagens do metrô, o que exigirá a aprovação de uma lei que deve ser muito urgente", disse o presidente durante uma coletiva de imprensa.

Trabalhadores, transeuntes e, principalmente, estudantes, organizaram-se se reuniram em diferentes estações de metrô para correr e pular as catracas, evitando pagamento.

As constantes aglomerações e excessos obrigaram a empresa a tomar uma medida sem precedentes e, na sexta-feira (18), foi decidido fechar todas as estações de metrô, interrompendo completamente o serviço.

O metrô de Santiago é um dos principais meios de transporte da capital chilena, transportando cerca de 2,8 milhões de pessoas diariamente.

Excessos da repressão 

O número de mortos nos protestos que sacodem o Chile desde a semana passada subiu para 15, dos quais 11 na região metropolitana de Santiago , informou nesta terça-feira (22)  o subsecretário de Interior, Rodrigo Ubilla. 

Enquanto isso, o Instituto Nacional de Direitos Humanos (INDH), um instituto público independente, informou que 99 pessoas feridas por armas de fogo, das quais cinco estão em estado grave e uma corre risco de morrer. A organização também denunciou a detenção de 1.420 pessoas nas manifestações, entre elas 181 menores de idade, incluindo crianças, e 300 mulheres.
 

Nota CONUTT

NOTA FUTAC, UIS E FSM

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