Assembleia Geral da categoria que aprovou a paralisação - foto: Sindicato
Os condutores e cobradores da cidade de Guarulhos e Arujá, localizada na região metropolitana de São Paulo, anunciaram paralisação geral do transporte público coletivo a partir da meia noite desta sexta-feira (10). A decisão foi aprovada em Assembleia Geral no dia (6), que lotou de trabalhadores e trabalhadoras a rua da sede do Sincoverg (Sindicato da categoria).
A razão da paralisação é o não avanço na pauta de reivindicações dos motoristas e cobradores que estão em Campanha Salarial. O Sincoverg já realizou duas rodadas de negociação com a Guaruset (Sindicato Patronal das Empresas de Transporte da cidade) e os empresários insistem com uma proposta prejudicial aos trabalhadores: reajuste salarial abaixo inflação acumulada de março e, ainda, querem aplicar maldades como a Criação do Banco de Horas e acabar com a PLR (Participação nos Lucros e Resultados).
A Direção explica que a PLR, por exemplo, é considerada como um salário a mais para a categoria e se os empresários tirarem essa conquista é como “tirar comida da boca dos filhos dos trabalhadores”.
“Os empresários deram às costas às trabalhadoras e trabalhadores e, por tabela, aos cidadãos que utilizam os coletivos. Mais uma vez querem colocar a culpa no trabalhador, como se nós fossemos os responsáveis pela falta de gerenciamento das empresas”, destaca nota da Direção do Sindicato.
Carteira Verde Amarela
Na nota, o Sindicato chama atenção que os empresários querem adotar a proposta do governo Bolsonaro da “nova carteira de trabalho: verde e amarela”, que reduz direitos, como o 13º salário, férias remuneradas, PLR, entre outros. “Parece que os empresários das empresas de ônibus querem antecipar isso e já começam a tentar cortar os nossos direitos”, alerta a Direção.
A orientação do Sindicato é que os motoristas e cobradores permaneçam em greve nesta sexta-feira (10) até que as empresas apresentem uma contraproposta econômica e social decente.
Pauta de Reivindicações e apoio
A Guaruset ofereceu somente 0,3% de reajuste salarial, índice muito
abaixo da inflação do período da data-base dos trabalhadores - 1º
de maio - que está 3,86%. O Sindicato luta pela reposição integral
da inflação e mais 5% de aumento real sobre os salários.
Outras reivindicações são o pagamento de uma PLR no valor de um salário nominal do motorista; vale-refeição no valor de R$ 27,00 (cada um); auxílio Creche no valor de 20% do salário do trabalhador para cada filho até 6 anos de idade e a proibição da terceirização em qualquer função da categoria.
A CNTTL manifesta apoio à luta do Sincoverg e dos motoristas e cobradores de Guarulhos e Arujá. “Só a luta nos garante”, enaltece.
O Sincoverg representa cerca de 12 mil motoristas e
cobradores no sistema de transporte coletivo de Guarulhos e
Arujá.
Carta aberta à população guarulhense
O Sindicato divulgou uma carta-aberta à população de Guarulhos e Arujá, na qual explica as razões da paralisação e pede a compreensão de todos munícipes. “ Queremos continuar a prestação de nosso trabalho de excelência nas cidades, porém, nem Governo, nem Empresários parecem se importar com a continuação do serviço”, destaca trecho da carta.
O Sindicato argumenta ainda que o sistema de transporte de
Guarulhos não perdeu passageiros durante o ano e a categoria
cumpriu com suas obrigações.

Secretário Nacional de Comunicação da CNTTL: José Carlos da Fonseca - Gibran
Redação CNTTL
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