Supervisor técnico do Dieese, Max Leno de Almeida
O supervisor técnico do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos deSocioeconômicos), em Brasília, Max Leno de Almeida, abordou nesta quarta-feira (22) no Seminário Nacional sobre a Reforma Trabalhista, Organização e Ação Política da CNTTL “os efeitos da Reforma Trabalhista no mundo sindical”. O evento começou na terça (21) e termina nesta quinta, na sede da CONTAG, em Brasília.
Na sua apresentação, Almeida falou algumas medidas do pacote de maldades e retrocessos que Temer vem impondo à população brasileira, como por exemplo, a aprovação da Emenda 95, que congelou os gastos primários (excetuando os gastos financeiros com juros da dívida) por 20 anos. A medida culminou em cortes profundos em setores essenciais com a assistência social, que sofreu cortes de 98%.
Outro exemplo é a Lei da Terceirização Geral que permite que as empresas terceirizem todas as atividades, inclusive as chamadas atividades-fim, a principal atividade da empresa, aquela para a qual a companhia foi criada. A regra também vale para o setor público.
Já a Reforma Trabalhista os impactos no mercado de trabalho serão alarmantes. “A Reforma Trabalhista se fundamenta em reduzir a proteção institucional aos trabalhadores, por parte do Estado e do Sindicato, aumentará as garantias e a autonomia das empresas nas relações de trabalho, diminuindo custos e aumentando a flexibilidade do trabalho”, alerta Max Leno.
Outros absurdos que prejudicam o trabalhador e que agora são leis no país são a “formalização” de trabalhos precários, impactos negativos na saúde e segurança do trabalhador, maior abertura para executar atividades em situações degradantes -- maquiando as estatísticas de geração de emprego -- além de ampliar a insegurança dos segmentos que já são mais vulneráveis no mercado de trabalho: mulheres, negros, jovens, idosos, trabalhadores com deficiência, migrantes.
Taxas de sindicalização
O supervisor técnico do Dieese disse que um dos caminhos para resistir e enfrentar os ataques aos direitos é intensificar nas bases as campanhas de sindicalização. “No Brasil, a taxa de sindicalização é baixa, cerca de 19%. No ramo dos transportes o índice é de 34%. É fundamental que os sindicatos façam uma campanha de sindicalização permanente ”.
Secretário Nacional de Comunicação da CNTTL: José Carlos da Fonseca - Gibran
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