Atibaia (SP): Presidente da CNTTL participa do 6º Congresso da Fenametro

Paulinho destacou a necessidade de aumentar a mobilização para barrar as tentativas de desmonte propostas pelo governo golpista de Temer

Por: Redação CNTTL com Fenametro
Publicação: 23/08/2017
Imagem de Atibaia (SP): Presidente da CNTTL participa do 6º Congresso da Fenametro

Foto: Fenametro

O presidente da CNTTL, Paulo João Eustasia, Paulinho, participou do  6º Congresso da Federação Nacional dos Metroferroviários (Fenametro) realizado entre os dias 17 a 20 de agosto, em Atibaia, interior paulista.

Na atividade,  Paulinho falou sobre como anda a questão do transporte em geral no Brasil, destacando  a interferência do poder judiciário de forma desfavorável às reivindicações dos trabalhadores em transportes.

O dirigente falou também sobre a tentativa de desmonte dos acordos e convenções coletivas por parte do governo golpista de Temer, com a nova Lei da “Reforma Trabalhista” (13.467/2017), que entrará em vigor em novembro, e destacou a necessidade de aumentar a mobilização para barrar os retrocessos. "Não há limite de esforço para reverter tamanho prejuízo para a classe trabalhadora e o futuro do Brasil. Vamos lutar para mudar esse quadro e garantir os direitos da classe trabalhadora”, destaca Paulinho. 

Privatização e terceirização

No Congresso, os metroviários relataram a situação dos metrôs onde atuam, com grandes semelhanças em relação aos enfrentamentos contra a terceirização, privatização e sucateamento do sistema.

No Distrito Federal, os metroviários enfrentam a ameaça da privatização e a precarização do trabalho. De acordo com Tânia Aparecida Viana, metroviária do Distrito Federal e diretora da Fenametro, a categoria passou por 5 anos de contratos terceirizados na bilheteria, segurança, limpeza e em outras áreas. “Hoje a bilheteria não é mais terceirizada, mas já há intenção de substituir esta área por máquinas”, afirmou.

O metrô do Rio de Janeiro é privatizado desde 1998, e um exemplo dos efeitos da privatização, com baixos salários, falta de funcionários, ambiente hostil à organização dos trabalhadores e alta tarifa.

Em São Paulo, o governo de Geraldo Alckmin (PSDB) está promovendo um verdadeiro desmonte das empresas públicas. No caso do metrô, o primeiro exemplo é a Linha 4-Amarela, primeira privatizada do sistema, que já custa o dobro do valor do projeto original

O coordenador geral do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, Raimundo Borges Cordeiro de Almeida Filho, explica o plano de Alckmin de entregar diversas linhas do metrô para iniciativa privada. “A intenção do governo é entregar a Linha 5-Lilás e 17-Ouro e depois privatizar a Linha 2-Verde e a Linha 15-Prata. Se tudo se concluir, o metrô só ficará com 2 linhas estatais”, disse.

Outro problema enfrentado pelos metroviários de São Paulo é a terceirização, como ilustra Wagner Fajardo, coordenador geral do Sindicato dos Metroviários. Segundo Fajardo, “há um processo avançado de terceirização das bilheterias, e ameaça em várias áreas da manutenção, além do setor administrativo, onde já há terceirização na área de projetos há alguns anos”.

Parte da rede da CBTU, o metrô de Recife, Pernambuco, tem sucateamento em todos setores. Diretor do Sindicato dos Metroviários de Pernambuco, Rogério Atanásio Pires de Lima, retrata uma situação de intensa precarização, com a terceirização das bilheterias já há alguns anos. Ainda de acordo com Rogério, há grande insegurança no sistema, com intensa falta de equipamentos para os funcionários.

Em Belo Horizonte, Minas Gerais, onde o metrô também é parte da rede da CBTU, a categoria conseguiu uma grande vitória contra a terceirização. A presidente do Sindicato dos Metroviários de Minas Gerais, Alda Lúcia Fernandes dos Santos, relata que nos próximos meses serão contratados 583 empregados, após vitória judicial. “Acabar com a terceirização é importante para que a luta seja melhor. Os terceirizados não têm direito a nada”, afirmou.

Nova diretoria

O 6º Congresso da Fenametro também elegeu a nova diretoria da entidade para o período de 2017 a 2020.

Foram apresentadas duas chapas, Chapa 1 – Na luta contra as privatizações e nenhum direito a menos, composta pela CUT, CTB e independentes, e Chapa 2 – Fora Temer, por um sindicalismo de luta, democrático e independente dos patrões e governos, composta pela CSP-Conlutas e independentes.

A Chapa 1 obteve 59 votos, e a Chapa 2 recebeu 91 votos, de um total de 150 delegados. A distribuição dos cargos da diretoria será de 39% para Chapa 1, e 61% para Chapa 2, que elegeu o novo presidente da Federação, Celso Borba, metroviário de São Paulo e da CSP-Conlutas.

 



Secretário Nacional de Comunicação da CNTTL: José Carlos da Fonseca - Gibran

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