Espírito Santo: Impasse com Codesa continua, portuários no TVV fazem passeata

Segundo o Suport-ES, a categoria já fez cinco paralisações em menos de dois meses

Por: Redação CNTTL com Suport-ES
Publicação: 19/10/2016
Imagem de Espírito Santo: Impasse com Codesa continua, portuários no TVV fazem passeata

Passeata Portuários - foto: Suport-ES

Os trabalhadores no Terminal Portuário de Vila Velha (Login-TVV), no Espírito Santo, em greve por tempo indeterminado desde o dia 11 de outubro, realizaram uma passeata na segunda-feira, dia 17, na Estrada de Capuaba, em Vila Velha.

Segundo o Sindicato Unificado da Orla Portuária (Suport-ES), 500 pessoas, entre elas funcionários, suas famílias e comunidade, saíram do posto de combustíveis na entrada da estrada que dá acesso ao porto e seguiram em caminhada com carro de som, faixas e cartazes até a portaria avançada da Codesa, onde está sendo realizado o piquete de greve.

Durante a manifestação, os trabalhadores encenaram a “morte” da categoria, simbolizando as consequências da escala do TVV para os funcionários da operação e suas famílias, impactadas diretamente com os horários abusivos impostos pela empresa.


Com carrinhos de bebê, as mulheres desses trabalhadores também reivindicaram uma solução para a escala, de forma que os funcionários possam passar mais tempo com suas famílias.
A comunidade também participou e o trânsito ficou congestionado durante a passeata, das 8 às 9 horas, sendo liberado após o fim da caminhada.
 
A greve
O Suport-ES já participou de várias rodadas de negociação com o TVV, inclusive com mediação da Secretaria de Relações do Trabalho (SRT), mas até o momento não houve acordo com a empresa.
Essa é a quinta paralisação da categoria em menos de dois meses. No dia 23 de agosto, os trabalhadores pararam o terminal por 24 horas em protesto por reajuste salarial. Nos dias 15 e 16 de setembro, foram 48 horas de greve. Uma semana depois, de 22 a 25, foram 72 horas de braços cruzados. Do último dia 5 até o dia 9, a greve chegou a 96 horas. As atividades de operação, envolvendo carga e descarga de contêineres e conferência de mercadorias, estão paralisadas, além do setor administrativo. 

O Suport-ES reivindica reposição salarial de 9,98% (março), segundo o INPC-Dieese, e a empresa oferece 6%, retroativo a março. Os trabalhadores estão insatisfeitos com a alteração da escala de trabalho, feita de forma unilateral para os que trabalhavam em turno de revezamento. A escala de turno fixo trouxe até 40% de redução na remuneração dos trabalhadores, que ainda não podem flexibilizar os horários, interferindo na vida social e familiar do empregado. Alguns só pegam escala à noite, limitando o convívio familiar.

A decisão de greve foi tomada em assembleia da categoria no último dia 07, por conta da falta de uma proposta decente da empresa em relação à reposição salarial, além do objetivo do TVV em retirar direitos conquistados.  Os trabalhadores estão em estado de greve desde o dia 26 de julho. A data-base foi prorrogada até o de 31 de outubro.

O Suport-ES reitera que a greve é a última saída no sentido de fazer valer os direitos dos trabalhadores, e o sindicato está aberto à negociação.
 
O que os portuários reivindicam:
•    Reajuste salarial: 9,98%
•    Tíquete-alimentação: R$ 600,00
•    Escala em turno ininterrupto de revezamento de oito horas com uma hora de intrajornada, com três turmas, constituídas por seis equipes e, havendo necessidade, com a complementação através de Trabalhadores Portuários Avulsos.
•    Adicional de turno: 15%

Proposta do TVV:
•    Reajuste salarial: 6% a partir de março de 2016.
•    Escala de trabalho operacional: manutenção da atual escala de três turmas, de 8 horas, com acordo de revezamento bimestral entre os turnos de trabalho.
•    Abono compensatório: R$ 2.200,00 para os empregados que estavam lotados no turno ininterrupto de revezamento no dia 31/07/2016 e migraram para o turno fixo. O abono não será devido aos empregados admitidos e dispensados após 01/08/2016. O abono é excepcional e exclusivo para o presente exercício, não se prorrogando para os demais exercícios, não integrando a remuneração para nenhum efeito e não gerando direito adquirido.


Redação CNTTL

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