Espírito Santo:Negociação não avança, portuários no Terminal de Vila Velha param nesta terça-feira (11)

Trabalhadores estão em Campanha Salarial e reivindicam reajuste de 9,98%, mas empresa só oferece 6%

Por: Redação CNTTL com Suport-ES
Publicação: 10/10/2016
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Portuários durante paralisação - foto: Sindicato

Sem acordo após várias rodadas de negociação com o Sindicato Unificado da Orla Portuária (Suport-ES), os cerca de 350 portuários que atuam no Terminal Portuário de Vila Velha (Login-TVV) vão entrar em greve novamente nesta terça-feira, dia 11, a partir das 7 horas, agora por tempo indeterminado.
Essa é a quinta paralisação da categoria em menos de dois meses. No dia 23 de agosto, os trabalhadores pararam o terminal por 24 horas em protesto por reajuste salarial. Nos dias 15 e 16 de setembro, foram 48 horas de greve. Uma semana depois, de 22 a 25, foram 72 horas de braços cruzados. Do último dia 5 até o dia 9, a greve chegou a 96 horas.

As atividades de operação, envolvendo carga e descarga de contêineres e conferência de mercadorias, vão ser paralisadas, além do setor administrativo.
Nesta terça-feira, dia 10, às 9 horas, haverá uma reunião de mediação na Secretaria de Relações do Trabalho (SRT). Às 16 horas, os trabalhadores se reúnem em assembleia em frente ao portão do TVV para avaliar possíveis propostas.

A decisão de greve foi tomada em assembleia da categoria na última sexta-feira, dia 07, por conta da falta de uma proposta decente da empresa em relação à reposição salarial, além do objetivo do TVV em retirar direitos conquistados.

Já foram 14 rodadas de negociação, mas até agora não foi possível chegar a uma proposta razoável aos trabalhadores. O Suport-ES reivindica reposição salarial de 9,98% (março), segundo o INPC-Dieese, e a empresa oferece 6%, retroativo a março.

Os trabalhadores estão insatisfeitos com a alteração da escala de trabalho, feita de forma unilateral para os que trabalhavam em turno de revezamento. A escala de turno fixo trouxe até 40% de redução na remuneração dos trabalhadores, que ainda não podem flexibilizar os horários, interferindo na vida social e familiar do empregado. Alguns só pegam escala à noite, limitando o convívio familiar.
Os trabalhadores estão em estado de greve desde o dia 26 de julho. A data-base foi prorrogada até o de 31 de outubro.
O Suport-ES reitera que a greve é a última saída no sentido de fazer valer os direitos dos trabalhadores, e o sindicato está aberto à negociação.
 
O que os portuários reivindicam:
•    Reajuste salarial: 9,98%
•    Tíquete-alimentação: R$ 600,00
•    Escala em turno ininterrupto de revezamento de oito horas com uma hora de intrajornada, com três turmas, constituídas por seis equipes e, havendo necessidade, com a complementação através de Trabalhadores Portuários Avulsos.
•    Adicional de turno: 15%

Proposta do TVV:
•    Reajuste salarial: 6% a partir de março de 2016.
•    Escala de trabalho operacional: manutenção da atual escala de três turmas, de 8 horas, com acordo de revezamento bimestral entre os turnos de trabalho.
•    Abono compensatório: R$ 2.200,00 para os empregados que estavam lotados no turno ininterrupto de revezamento no dia 31/07/2016 e migraram para o turno fixo. O abono não será devido aos empregados admitidos e dispensados após 01/08/2016. O abono é excepcional e exclusivo para o presente exercício, não se prorrogando para os demais exercícios, não integrando a remuneração para nenhum efeito e não gerando direito adquirido.

AVULSOS
Os trabalhadores portuários avulsos (TPAs) — aqueles que são requisitados conforme demanda de trabalho nos portos do Estado — também vão entrar em greve. Caso não haja avanço nas negociações com o Órgão Gestor de Mão de Obra Avulsa (Ogmo), os trabalhadores vão cruzar os braços por 24 horas, na próxima segunda-feira, dia 17, a partir das 7 horas.

A decisão foi tomada em assembleia da categoria realizada no último dia 30, quando também foi aprovado estado de greve e decidiram por um prazo de 15 dias para que o Ogmo apresente uma solução para os impasses na escalação, política de treinamento, mercado de trabalho, serviço de capatazia e requisição de mão de obra. 

Como a prioridade é a negociação, o sindicato está aberto ao diálogo e fará assembleia para avaliação das negociações na próxima quinta-feira, dia 13, às 9 horas, no auditório do Suport-ES.


Redação CNTTL

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