SP: Lula defende respeito ao voto e ao país

Em ato, ex-presidente fez um discurso emocionado para mais de 100 mil pessoas

Por: Com Instituto Lula
Publicação: 13/06/2016
Imagem de SP: Lula defende respeito ao voto e ao país

Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

Cerca de 100 mil pessoas participaram na sexta (10) do Dia Nacional de Mobilização pelo "Fora Temer, Não ao Golpe e Nenhum Direito a Menos", na Paulista. O ato foi organizado pela Frente Brasil Popular e Povo Sem Medo e também aconteceu em diversas capitais do País.

A mobilização em São Paulo contou com a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em discurso, Lula falou que o presidente interino Michel Temer sabe que o que ele fez não foi correto. "Temer, você é um advogado constitucionalista. Você sabe que não agiu corretamente assumindo a presidência. Por favor, permita que o povo retome o governo com a Dilma e dispute eleições em 2018 para ver se você vai ser presidente". Durante seu discurso, Lula chegou a se emocionar ao lembrar da mãe e da infância na pobreza e desafiou "Eu quero ver o dia em que alguém vai encontrar um real de desvio nas minhas contas (...) parece que hoje as pessoas não querem condenar com provas ou com julgamento, mas com manchetes de jornal.

Lula lembrou que naquela mesma avenida Paulista, muitas pessoas foram protestar contra a corrupção usando a camisa da CBF, mas hoje essas mesmas pessoas estão com vergonha e não conseguem defender o governo que colocaram no lugar. Disse ainda que o que esse governo quer é fazer um desmonte no país. "Quando eu fui eleito, eu tinha uma obsessão: era provar que um peão de fábrica sem diploma poderia governar esse país melhor". O desafio nunca foi fácil, mas hoje, quando o governo tem um problema, a solução é sair vendendo. "Eles querem promover um desmonte do país. Eles têm medo das coisas públicas, porque não sabem governar, só sabem privatizar".

A população mais pobre voltou a ser tema central no discurso. "O pobre deixou de ser problema e passou a ser a solução. Se eu empresto 500 milhões a um empresário, ele pega e coloca no banco para ganhar juros. Se eu empresto 100 reais a um pobre, isso vira comida, consumo, emprego... movimenta a economia".

A política externa do novo governo também foi muito criticada. Lula citou uma entrevista na qual o atual chanceler dizia que o Brasil não deveria se meter nas coisas de país de primeiro mundo e se contentar com seu papel de país pobre, atrasado. "Não podemos ter esse complexo de vira-lata. Aprendi com minha mãe analfabeta a andar de cabeça erguida. O que faz você ser respeitado não é ser grande ou ser rico". 

2018

Nesse momento, Lula se emocionou ao lembrar de sua mãe e da infância e dos repetidos ataques de que tem sido vítima. O ex-presidente lembrou que fortaleceu o Ministério Público, a Polícia Federal, deu recursos, autonomia e respeito às instituições, mas que não podemos aceitar que essas instituições sejam partidarizadas. Disse ainda que tem paciência e, em tom de desafio, disse que quer ver uma prova qualquer de desvio em suas contas. Lula criticou ainda a condenação midiática, sem respaldo em provas. Disse que hoje as pessoas preferem condenar não na Justiça, mas numa manchete de jornal. E desabafou: "Quem não morreu de fome até os cinco anos onde eu vivi e venceu a fome não tem medo de nada. Quanto mais eles me provocarem, mais eu corro o risco de ser candidato à Presidência em 2018"

 

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