Temer revoga decisão de Dilma e suspende construção de moradias do Minha Casa, Minha Vida

Programa ganharia 11 mil unidades

Por: Do Vermelho
Publicação: 18/05/2016
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O governo Temer segue com o desmanche no projeto político popular dos presidentes Lula e Dilma. Na terça-feira (17) o ocupante do ministério das Cidades revogou a portaria editada pela presidenta Dilma Rousseff que autorizava a construção de 11.250 unidades do programa Minha Casa Minha Vida.

 A medida havia sido anunciada pela presidenta Dilma Rousseff no 1º de maio, Dia do Trabalhador no ato das centrais sindicais na capital paulista. Na ocasião, a presidenta disse que seriam contratados mais 25 mil moradias neste ano para as entidades e movimentos sociais. O restante das moradias estava direcionada para a versão rural do programa.

A portaria que foi cancelada referia-se às obras que seriam contratadas pela Caixa Econômica Federal e destinadas à faixa mais carente do programa habitacional, a chamada faixa 1, que atende famílias com renda mensal bruta de até R$ 1.800. A portaria que regulamentava o modelo do Minha Casa, Minha Vida voltado para entidades também foi revogado no decreto.

A modalidade "Entidades" tinha o objetivo de liberar financiamento direto para famílias de baixa renda organizadas de forma associativa (como em cooperativas e associações, por exemplo), que produzam suas unidades habitacionais. Segundo o portal do ministério, as entidades passariam por um processo de "habilitação", realizado pela Caixa e só poderiam ser aceitas após uma análise da regularidade institucional da entidade e de sua qualificação técnica. 

Tucano na Odebrecht

Quem não se lembra, o tucano Bruno Araújo foi o deputado que deu o voto decisivo para a abertura do impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff no fatídico 17 de abril na Câmara dos Deputados. O presidente do PSDB de Pernambuco e vice de Aécio Neves na presidência nacional do PSDB também é um dos políticos que tiveram seus nomes citados em planilhas da Odebrecht, apreendidas durante a Operação Acarajé, da Policia Federal, no final de março deste ano. Segundo investigações, ele recebeu cerca de R$ 300 mil reais da Odebrecht para a campanha de 2010 e 2012. 


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