Rentabilidade de pedágios paulistas supera a dos bancos

O lucro das concessionárias rodoviárias em valores corrigidos pelo IPCA pulou de R$ 520 bilhões para pouco mais de R$ 2 bilhões


Publicação: 14/07/2015
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divulgação

Na campanha eleitoral de 2010, Geraldo Alckmin, então candidato do PSDB ao governo de São Paulo, prometeu que iria revisar o preço dos pedágios paulistas, que são os mais caros do Brasil.               

Alckmin esqueceu a sua promessa e resolveu congelar os preços por um ano, mas manteve as tarifas muito altas e as tem reajustado mesmo que as concessionárias devam R$ 2 bilhões para o governo paulista.

Em 2013, o governador não concedeu reajuste da tarifa do pedágio e, para bancar o custo de aproximadamente R$ 500 milhões, adotou as seguintes medidas: cortou em R$ 130 milhões os recursos para a Artesp; adotou a cobrança do chamado eixo suspenso de caminhões; utilizou os créditos que o governo estadual tem referentes a obras atrasadas; e, por último, reduziu da receita de concessão, ônus fixo, a ser pago pelo governo estadual.

Já em 2014 e agora em 2015 Alckmin concedeu reajuste. Mesmo assim, a receita de pedágio subiu 16% em valores corrigidos pelo IPCA até maio de 2015. Ou seja, as empresas quase não sentiram o efeito de não ter sido dado o reajuste em 2013. Aliás, de 2000 até 2014, as concessionárias paulistas tiveram ganhos de 269% acima da inflação pelo IPCA.

Em 2000, a receita de pedágio corrigida pelo IPCA era de R$ 2,5 bilhões e agora chegou a R$ 9,47 bilhões. Um dos fatores que explicam isto é que os contratos até recentemente eram corrigidos pelo IGP-M. De março de 1998, quando foram assinados os primeiros contratos para concessão das rodovias até maio 2015, o IGP-M cresceu 197%, enquanto a correção pelo IPCA seria de apenas 155%. Esta diferença de mais de 42% explica parte da elevação astronômica da arrecadação de pedágio. O aumento do fluxo de veículos e da frota, causados pelo maior desenvolvimento do país, pode também ter contribuído.

O lucro das concessionárias rodoviárias em valores corrigidos pelo IPCA pulou de R$ 520 bilhões para pouco mais de R$ 2 bilhões, ou seja 290%. De 2010 para 2014, este crescimento foi de 56,5%. O mais interessante é que a maior participação dos lucros frente à receita de pedágio foi em 2013, ano que não teve o reajuste do pedágio, e em 2014. Foi o terceiro percentual mais alto da série histórica e quase 5 pontos percentuais acima da média do período. Ainda vale lembrar que nos primeiros cinco anos as concessionárias acumulam prejuízo, visto que devem bancar as obras e depois ter o retorno.

Do VioMundo 



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