Aeronautas e aeroviários aprovam suspensão “temporária” das paralisações nos Aeroportos

Para FENTAC/CUT, o movimento grevista desta quinta-feira (22) foi “excelente” e parabeniza a união de todos os trabalhadores. Audiência de conciliação entre a Federação e o TST, em Brasília, acontece nesta sexta-feira (23)


Publicação: 22/01/2015
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Paralisação no Galeão (Foto: Claudia Fonseca/SNA)

A continuidade da paralisação, organizada pela Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil (FENTAC/CUT), que iniciou nesta quinta-feira (22) em todos os aeroportos do Brasil, está por enquanto suspensa.

Essa decisão foi aprovada em assembleias dos aeronautas e em consultas a maioria dos aeroviários, na base da FENTAC no País, realizadas na tarde desta quinta-feira.

A razão da suspensão “temporária da greve” é a retomada das negociações da Campanha Salarial das categorias que acontece nesta sexta-feira (23), às 14h, no Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília, entre o Sindicato Nacional das Empresas Aéreas (SNEA), a FENTAC/CUT e os sindicatos filiados.

O presidente da FENTAC/CUT, Sergio Dias, disse que as paralisações iniciadas das 6h às 7h e os protestos nos aeroportos em todo o País chamaram a atenção das empresas aéreas e da sociedade sobre as condições reais dos profissionais na aviação civil que trabalham em jornadas estressantes, más condições de trabalho e com salários sem ganhos reais há anos.  “A paralisação foi excelente, pois contou com a adesão maciça dos trabalhadores de todos os aeroportos do País. O resultado foi surpreendente em todas as bases da Federação”, salienta Sérgio.

Perguntado sobre a nota da Abear, que afirma que o movimento impactou mais de 20% da operação prevista, não garantindo um efetivo mínimo de 80% dos profissionais, estabelecido pelo judiciário, e que tomará medidas judiciais cabíveis, Sérgio foi enfático: “ caberá a Abear comprovar o fato”.

Reivindicações

As negociações da Campanha Salarial da FENTAC/CUT iniciaram em outubro de 2014 e até agora foram realizadas sete rodadas de negociações, que terminaram sem avanço.

De um lado, os aeronautas e aeroviários lutam por um reajuste decente nos salários de 8,5% com ganho real, a aplicação deste índice nos Vale Refeição e Alimentação, melhores condições de trabalho, criação de um piso para agente de check-in (para os aeroviários), fornecimento de maquiagem para as aeroviários ou auxílio específico para este fim,  bem como escalas que gerenciem a fadiga da tripulação e garantam a segurança de voo de todos.

Já o SNEA, que representa a TAM, Gol, Avianca e Azul, ofereceu na última rodada de negociação, ocorrida no dia 19 de janeiro, apenas 6,5% de aumento nos salários e 8% nos benefícios. “A nossa luta não é só  por ganho real nos salários, mas  por qualidade de vida e melhores condições de trabalho. Esperamos que as aéreas atendam às nossas reivindicações”, disse o presidente da FENTAC, o aeronauta, comissário de voo na Gol, Sergio Dias.

Dias enfatiza que caso as aéreas não avancem novamente, assembleias serão convocadas nas bases e o movimento grevista poderá ser intensificado em todos os Aeroportos. 

Viviane Barbosa, Assessora de Imprensa da FENTAC, com colaboração de Vanessa Barboza, da Redação FENTAC/CUT - CNTTL/CUT


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