CNTTL propõe ações em defesa do Piso Mínimo de Frete e da Renovação de Frota no Fórum do Transporte Rodoviário de Cargas

O encontro reuniu representantes do governo federal, embarcadores, transportadoras e trabalhadores do setor em Brasília.

Por: Viviane Barbosa, da Redação da CNTTL
Publicação: 27/01/2026
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O presidente da CNTTL, Paulo João Estausia, o Paulinho do Transporte, e os diretores da entidade, Carlos Alberto Litti Dahmer,  Adalberto de Souza Carvalho, o Dadá, e Vantuir José Rodrigues  participaram, na terça-feira (27), da 4ª reunião do Fórum Permanente do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), realizada pelo Ministério dos Transportes, em Brasília. O encontro reuniu representantes do governo federal, embarcadores, transportadoras e trabalhadores do setor.

 Na pauta, foram debatidas as demandas dos caminhoneiros, entre elas, as condições de trabalho nas estradas. Sobre a fiscalização do Piso Mínimo de Frete, a ANTT (Agência Nacional de Transporte Terrestre) informou que houve um aumento significativo no número de multas, em torno de 25 mil, geradas pelo descumprimento da lei.

“Nosso interesse é que ninguém seja multado. Para reforçar o cumprimento, propusemos duas ações: o travamento dos documentos para quem tentar pagar abaixo do Piso Mínimo e a aplicação das resoluções da ANTT, que determinam que quem infringir reiteradas vezes a lei, não pagando o Piso Mínimo de Frete, terá seu registro cancelado”, explica Litti Dahmer diretor da CNTTL.

Renovação de Frota
O programa do governo federal sobre a renovação de frota (Medida Provisória nº 1.328), que está em vigor no país, também foi apresentado por representantes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Litti explica que os recursos do programa não chegarão a quem mais precisa: os caminhoneiros autônomos. O principal entrave são os juros de 13%, considerados altos e incompatíveis com a realidade da categoria.

“Propusemos, nesta reunião, que sejam implementadas novas iniciativas, como, por exemplo, incluir o caminhoneiro autônomo -- somente ele -- no Plano Safra, com juros diferenciados, que atendam quem realmente trabalha com a produção do agronegócio, tanto para o veículo quanto para a renovação da carreta”, explica o diretor da CNTTL.

Situação alarmante na fronteira

Na reunião, também foi discutida a questão do fluxo do transporte na Ponte da Amizade, que liga o Brasil ao Paraguai, conectando a cidade de Foz do Iguaçu (Paraná) a Ciudad del Este.

“Ouvimos relatos preocupantes sobre a situação dos caminhoneiros paraguaios, brasileiros e argentinos que utilizam a ponte para o transporte. O impedimento de trânsito durante o dia tem gerado filas, transtornos e condições precárias de trabalho”, frisa Litti Dahmer.

No final da reunião, as entidades sindicais dos caminhoneiros do Paraná pediram apoio dos Ministérios dos Transportes e das Relações Exteriores para auxiliar os caminhoneiros que estão na fronteira.



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