82,4% dos aeroviários já sofreram assédio no trabalho, aponta pesquisa do SNA

“As denúncias de agressões físicas e verbais feitas por passageiros na área de check-in foram o ponta pé inicial para um projeto que visa acolher toda a categoria”, informa a entidade sindical.

Por: Viviane Barbosa, da Redação da CNTTL com Claudia Fonseca do SNA
Publicação: 29/04/2022
Imagem de 82,4% dos aeroviários já sofreram assédio no trabalho, aponta pesquisa do SNA

Capa da Cartilha do SNA - Criação Cláudia Fonseca | Comunicação SNA

Com a finalidade de conscientizar os passageiros e empresas aéreas a combater o assédio moral contra os trabalhadores aeroviários, o SNA (Sindicato Nacional dos Aeroviários) elaborou a cartilha “Chega de Violência nos Aeroportos”.

“As denúncias de agressões físicas e verbais feitas por passageiros na área de check-in foram o ponta pé inicial para um projeto que visa acolher toda a categoria”, informa a entidade sindical.

A campanha do SNA é resultado de uma pesquisa que revela um quadro preocupante: 82,4% dos aeroviários declararam ter o estado emocional abalado devido às atividades profissionais e 61,8% admitem já terem chorado ou experienciado alguma crise emocional enquanto exerciam suas funções.

Segundo o levantamento, apenas 23,5% dos trabalhadores afirmaram nunca ter sofrido qualquer tipo de assédio por parte das empresas ou do público usuário.

A pesquisa do SNA foi realizada de 11 a 17 de janeiro nos aeroportos da base da entidade no país.

Apoio psicológico

O SNA está distribuindo a cartilha nos aeroportos para os funcionários das empresas aéreas e passageiros.

A publicação denuncia o que é  o assédio moral, prática ilegal que expõe o trabalhador a situações vexatórias e humilhantes no trabalho, e informa as ações adotadas pelo SNA para combater essa prática. O informativo também apresenta a nova parceria com a Clínica Psicanalítica do Trabalho, que garante acompanhamento terapêutico para sócios e sócias do Sindicato.

“Pedimos que aeroviários e aeroviárias denunciem qualquer caso de assédio sofrido no ambiente laboral, para que as devidas medidas sejam adotadas. A identidade do trabalhador fica preservada, para evitar possíveis represálias”, comunica o Sindicato.

Conscientização com as empresas 

Os dados da pesquisa foram apresentados ao  SNEA (Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias) -- que representa as empresas aéreas.

Segundo o SNA, a entidade patronal reconhece a delicada situação vivenciada pelos funcionários e disse que a ABEAR (Associação Brasileira das Empresas Aéreas) já busca soluções. 

"Entre elas, uma mudança na Portaria 400 da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), que aborda sobre os direitos e deveres dos passageiros e companhias do setor, desde a oferta do serviço até as obrigações posteriores à sua execução. Também há a proposta de Lei no Congresso para resguardar os profissionais da aviação em possíveis casos de violência, a PL 3111", cita trecho da cartilha do Sindicato.

Como ambas as propostas, inicialmente, têm foco na categoria dos aeronautas, elas são revistas para que possam beneficiar também os profissionais que atuam em terra. 

O SNA também sugeriu que os agentes de check-in recebam por escrito a explicação sobre possíveis problemas técnicos ou meteorológicos que resultem em atrasos ou cancelamento de voos, para que possam prontamente esclarecer o público usuário. Além da manutenção de hospedagem e alimentação nos casos de cancelamento, já que a prática estava suspensa em função da pandemia



Confira a publicação

cartilhasna-diganaoaviolencianosaeroportos-sna1-pdf648.pdf


Redação CNTTL

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