"Grande mídia omite lado perverso da privatização da Codesa", afirma Sindicato dos Portuários

Em artigo, entidade sindical elenca uma série de dúvidas sobre a privatização do porto público capixaba.

Por: Cristiane Brandão, jornalista do Suport-ES
Publicação: 18/01/2022
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Foto: Codesa-ES

A CNTTL publica a seguir artigo do Sindicato Unificado da Orla Portuária do Espírito Santo (Suport-ES) sobre o movimento de luta da categoria contra  desestatização da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa) e dos portos de Vitória e Barra do Riacho, que ficam no litoral capixaba.

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) aprovou  no último dia (14) o  edital de desestatização, que deverá ser feito pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pelo Ministério da Infraestrutura.

No artigo, o Sindicato reforça a luta em defesa dos empregos dos portuários. Leia a seguir:


A privatização e a revitalização da consciência histórica*

Ao contrário do que a grande mídia diz, a privatização da Companhia de Docas do Espírito Santos (Codesa) não é garantia de uma cidade revitalizada ou desenvolvida.

Tampouco trará todos os benefícios apontados, como competitividade, mais cargas e mais trabalho. Vemos o oposto disso: aumento de tarifas, fuga de cargas, perda de arrecadação municipal e estadual, demissões e redução do mercado de trabalho.

Todo esse cenário vem sendo colocado em debate há anos pelo Sindicato Unificado da Orla Portuária do Espírito Santo (Suport-ES), seja por meio de fóruns, ciclos de palestras, reuniões com entidades portuárias, prefeitos e parlamentares em geral, mas que a imprensa se nega a divulgar, imprimindo um discurso pronto de supostos benefícios à sociedade com a venda da Autoridade Portuária.

Muitas dúvidas ainda pairam no ar, e no mar: como serão alcançados esses avanços sociais, se o empresário que vai administrar o porto tem como foco primordial garantir seu lucro será que ele vai olhar para o espaço onde está inserido? Será que ele entende a história da cidade e as transformações que o porto provoca na rotina dos municípios? Será que ele conhece o trabalho portuário e o valor que essa mão de obra especializada tem? Será que vai se preocupar em revitalizar armazéns ou em aumentar tarifas?

A debandada do setor administrativo da Codesa para um prédio de escritórios alugados na Enseada do Suá já dava sinais de que não havia mais sintonia entre a atividade portuária e sua história. 

O abandono contribui a cada dia para degradar ainda mais o patrimônio histórico, que deixa a desejar em termos de atrativos e valorização, mesmo estando dentro de uma área portuária, de cara para a baía de Vitória, bem no centro da capital.

É lamentável que o assunto só tenha sido retomado agora, como uma obrigação para o novo administrador do porto, levando a prefeitura a assumir sua responsabilidade de promover atividades culturais e gastronômicas no local para fomentar o turismo e valorizar o centro histórico.

Até então, nada havia sido feito para reconhecer a importância do nosso patrimônio público, que mais uma vez está servindo de moeda de negociação para que o lucro do setor privado seja garantido.

Os portuários estão unidos e conscientes de seu papel na geração de empregos e no desenvolvimento das cidades, pois é o seu trabalho que garante renda não só para as suas famílias, mas também para os municípios, para o Estado e para o país.

Diretoria do Sindicato Unificado da Orla Portuária do Espírito Santo (Suport-ES)


Redação CNTTL

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