CNTTL orienta caminhoneiros a protestarem neste domingo (25) contra descaso do governo Bolsonaro

Neste domingo (25) os caminhoneiros irão cobrar do Governo Federal uma revisão da política de preços da Petrobras,  do Congresso Nacional a aprovação da aposentadoria especial aos 25 anos de trabalho e do STF celeridade no julgamento da constitucionalidade do Piso Mínimo de Frete.   

Por: Viviane Barbosa, Redação CNTTL
Publicação: 23/07/2021
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Greve dos caminhoneiros em 1º de fevereiro em Ijuí-RS

Insatisfeitos com o governo Bolsonaro, caminhoneiros autônomos e celetistas preparam uma mobilização nacional neste domingo, (25), data na qual se celebra o Dia do Motorista. O movimento é organizado pelo Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC).

A CNTTL (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística) apoia a mobilização  e orienta que todos os seus 800 mil caminhoneiros autônomos e celetistas participem desse movimento, fazendo protestos em suas localidades. 

Para o porta-voz da CNTTL, o caminhoneiro autônomo, Carlos Alberto Litti Dahmer, presidente do Sinditac (Sindicato dos Transportadores Autônomos de Carga) de Ijuí-RS, e vice-presidente da CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil), a categoria não suporta mais tanta exploração e a insensibilidade do Governo Bolsonaro e do Supremo Tribunal Federal (STF) referente às  reivindicações do setor que estão paradas.

Neste domingo (25) os caminhoneiros irão cobrar do Governo Federal uma revisão da política de preços da Petrobras,  do Congresso Nacional a aprovação da aposentadoria especial aos 25 anos de trabalho e do STF celeridade no julgamento da constitucionalidade do Piso Mínimo de Frete.   

Litti explica que é urgente que o Governo faça uma revisão da política de preços do óleo diesel da Petrobras. “Em 2018 o Brasil parou porque o diesel estava em R$ 2,93/litro. Hoje, o diesel é no mínimo R$ 4,30/litro e os fretes pagos pelo transporte de cargas são os mesmos de 2018: 60% do valor do frete é gasto com combustível”, disse 

O caminhoneiro reclama que o Piso Mínimo de Frete precisa ser definido e julgado pelo STF, já se passaram três anos e ainda não foi implementada a constitucionalidade da política de piso mínimo para transporte rodoviário. 

Litti também chama atenção sobre a necessidade de a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) contratar um Instituto para realizar estudos e cálculos para reajustar o Piso Mínimo de Frete. 

“É urgente que a agência licite novo Instituto para fazer acompanhamento do piso com a metodologia exigida pela lei. O contrato venceu em janeiro e, desde lá, não há atualização dos custos dos insumos”, apontou. 

A última atualização da tabela foi feita na semana passada pela ANTT, considerando o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

 Os caminhoneiros também reivindicam que os transportadores rodoviários sejam incluídos em um programa especial de aposentadoria com 25 anos de trabalho, pelo fato do trabalho ser insalubre.

Pressão e mobilização

O dirigente da CNTTL reforça que é obrigação de cada um lutar por melhorias. “Assim com conquistamos a nossa Lei do Motorista, o Piso Mínimo de Frete, ambos frutos da nossa greve de 2018, só com a pressão e a mobilização de todos que alcançaremos resultados. Se não protestar ou parar agora, iremos parar por não ter condições em conduzir nosso caminhão e sustentar as nossas famílias”, finaliza.


Redação CNTTL

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