"Privatização do governo Bolsonaro deteriora serviço aéreo no Brasil", diz Francisco Lemos do SINA

Em entrevista para o site do PT São Paulo, Francisco Lemos, fala sobre prejuízos e riscos da privatização desenfreada do governo Bolsonaro para o serviço aéreo nacional

Por: Diane Costa do PT São Paulo
Publicação: 12/02/2021
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Foto: Elineudo Meira

 Em entrevista concedida para o site do PT São Paulo, o presidente do Sindicato Nacional dos Aeroportuários (SINA), Francisco Lemos, ressalta o prejuízo que as privatizações têm ocasionado para o serviço aéreo nacional.  O sindicalista destaca que todos perdem com a privatização dos aeroportos: passageiro, empresa aérea, aduaneira, lojista, taxista e demais empresas atreladas.

Em abril deste ano está previsto o leilão de mais um lote de aeroportos. Nesta leva, estão os aeroportos de Manaus (AM), Curitiba (PR), Teresina (PI), São Luiz (MA), Campo Grande (MS) e Goiânia (GO), este último foi recentemente reformado.

Lemos disse que as Concessões dos aeroportos no Brasil vão na contramão do que os demais países têm realizado. E citou como exemplo a Espanha, Alemanha e França que fizeram estudos para começar a conceder os aeroportos e ao perceberem que não compensava desistiram e ainda se interessaram por administrar os aeroportos de outros países como o Brasil.

A maior parte dos aeroportos do nordeste hoje está na mão de uma estatal espanhola, outra parte como Porto Alegre e Fortaleza com estatal alemã.

Lemos lembra que as empresas estatais de outros países vinham para o Brasil se aprimorar com a Infraero, principalmente na parte operacional de construção e pavimentação de pista. “A Infraero é a mais ampla empresa de administração de aeroportos, porque ela pensa, constrói, faz manutenção, opera, pousa e decola aviões, tudo dentro de uma mesma empresa. Ela é completa e chamava a atenção no mundo. As grandes estatais vinham para o Brasil para aprender, principalmente na área de pavimentação”, afirma ele.

Outra questão abordada pelo presidente do Sindicato é a relação de precarização das empresas concessionárias com os trabalhadores. Os funcionários dos aeroportos manuseiam cargas de grande responsabilidade como ouro, vacinas, dinheiro entre outras mercadorias e por eles correm o risco de passar também o contrabando de armas, material biológico, inclusive tráfego de drogas para as mãos de criminosos, terroristas.

“Um trabalhador mal remunerado, que fica em média três anos no emprego, sem perspectiva de carreira, é responsável por lidar com diversos tipos de cargas. O trabalhador da empresa da estatal, Infraero, envolvido com isso, não é que era santo, mas tinha um salário melhor, uma carreira e trabalhava há 10, 15, 20 anos na empresa”, pondera Lemos.

Logística nacional

O presidente do SINA lembra da importância do setor aéreo para infraestrutura brasileira de locomoção e logística feita pelo avião por necessidade de fato. “O Brasil é um país continental, muitas vezes não tem estrada, só quem chega a determinado lugar é o avião, ou barco”, afirma ele. 

Lemos disse que muitos aeroportos da malha aérea brasileira são deficitários, ou seja, não se pagam sozinhos, por isso é preciso ter a política de subsídio cruzado, como a Infraero fazia. “A Infraero não precisava de dinheiro do governo, ela construía e mantinha aeroporto com recurso próprio. É importante dizer que os grandes aeroportos subsidiavam os pequenos. Na época que Guarulhos estava na mão da Infraero, ele era responsável por 40% do custo da arrecadação total dos aeroportos”, aponta ele.


Redação CNTTL

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