Cresce adesão à paralisação dos caminhoneiros no país no dia 1º de fevereiro

Lideranças dos caminhoneiros do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Ribeirão Preto (SP), São José dos Pinhais (Paraná) anunciaram em live adesão à paralisação na próxima segunda-feira.

Por: Viviane Barbosa, Redação CNTTL
Publicação: 27/01/2021
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Live do Sindicato dos Portuários do RS

A mobilização da Greve Nacional dos caminhoneiros programada para a próxima segunda-feira, 1º de fevereiro, cresce em todo o país. O movimento conta com o apoio da CNTTL (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística) que está orientando todos os 800 mil motoristas autônomos e celetistas da sua base a aderirem ao movimento paredista. 

Em live do Programa Sintonia do Sindicato dos Portuários do RS, apresentado pelo dirigente dos portuários do RS, Clenio Nunes, Galinho, realizada na noite de terça-feira (26), lideranças dos caminhoneiros autônomos do Rio Grande (RS), Ribeirão Preto (SP), de São José dos Pinhais (PR); da Associação Nacional de Transporte no Brasil (ANTB-SP) da Associação dos Caminhoneiros do Sul Fluminense/Acasulf e do Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC)  anunciaram  a adesão à paralisação no dia 1º de fevereiro. (Confira live abaixo)

A  CNTTL também apoia a luta e a pauta da CNTRC que defende: 

Piso Mínimo de Frete do  Transportador Autônomo rodoviário de cargas
CIOT para todos
PL BR do Mar
PPI Política de Preço de Paridade de Importação aplicado pela Petrobrás ao consumidor nacional
Contratação direta do transportador autônomo rodoviário de cargas;
Aposentadoria especial do transportador autônomo rodoviário de cargas;
Marco Regulatório do Transporte
Jornada de Trabalho do Trabalhador (Transporte rodoviário de cargas empregado/autônomo);
Resoluções CONTRAN 701/2020 e 499/2014
Fiscalização mais atuante da ANTT

Chega de exploração Bolsonaro

Para o porta-voz da CNTTL, o caminhoneiro autônomo, Carlos Alberto Litti Dahmer, presidente do Sinditac (Sindicato dos Transportadores Autônomos de Carga) de Ijuí-RS, e vice-presidente da CGTB, a categoria não suporta mais tanta exploração e a insensibilidade do Governo Bolsonaro e do Supremo Tribunal Federal (STF) referente à agenda de reivindicações que está parada há três anos (2018 a 2021).

“Lamentável o reajuste da Tabela do Piso Mínimo de Frete, realizada pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres). Tivemos um reajuste de 2,51% que é ínfimo. Só para se ter ideia o preço do pneu teve aumento nos últimos três meses de mais de 60%, seja nacional ou importado. Até hoje não tivemos o julgamento do Piso pelo STF. Não podemos suportar essa situação. Hoje temos um piso mínimo da fome. Para nós inconstitucional é a fome e a exploração. Vamos dar um basta nisso. Vamos cruzar os braços no dia 1º de fevereiro", destaca Litti.

> Leia também: CNTTL apoia Greve Nacional dos Caminhoneiros do dia 1º de fevereiro
 

CAMINHONEIROS: JUNTOS SOMOS FORTES, JUNTOS NA LUTA FAREMOS A LEI E JUNTOS SOMOS CNTTL!

A CNTTL completa neste ano 31 anos de história, lutas e conquistas no país. A nossa Confederação tem filiados sindicatos e federações filiadas à CUT (Central Única dos Trabalhadores), à CTB (Central dos Trabalhadores do Brasil) e a CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil) que representam seis milhões de funcionários públicos, das estatais, autarquias,  trabalhadores celetistas e autônomos dos modais: rodoviário, portuário, metroviário, ferroviário, viário/segurança de trânsito, viário, aéreo (aeroviários e aeroportuários),  motofretista, mototaxista e cargas (caminhoneiros autônomos e celetistas) em todo o Brasil.

Importante destacar que a CNTTL foi protagonista da organização e das lutas dos caminhoneiros autônomos e celetistas desde 2013.

Visando ampliar as lutas e organização da categoria, no dia 18 de dezembro de 2014, os trabalhadores e trabalhadoras em transportes aprovaram a ampliação da abrangência da Confederação, que mudou a sigla de CNTT para CNTTL, passando a representar oficialmente os caminhoneiros autônomos, celetistas e os trabalhadores no setor de logística do Brasil.

Em 21 de junho de 2016, a Confederação conquistou mais uma vitória: foi oficializada o seu registro sindical junto ao extinto Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), hoje Ministério da Economia e Previdência Social (conforme documento no link da matéria).

O Ministério da Economia acatou essa alteração estatutária da representação dos caminhoneiros autônomos à CNTTL no dia 27 de outubro de 2020.

Lutas dos caminhoneiros

A aprovação da Lei do Motorista Lei (13.103/2015) contou com a participação direta da CNTTL em sua elaboração, um importante avanço conquistado no governo da ex-presidenta Dilma Rousseff, bem como a criação do Fórum Permanente de Transporte de Cargas (TRC), formado por representantes do governo, dos empresários e dos trabalhadores, destacando a nossa Confederação.

A criação desse Fórum foi outra reivindicação da CNTTL que permitiu hoje debater temas de interesses dos caminhoneiros brasileiros, que há 30 anos nunca tiveram voz nos governos passados.

Outra conquista foi a Lei sobre do Piso Mínimo do Frete (Lei 13.703), aprovada no Congresso Nacional em 2018, que só virou Lei após a greve histórica de 10 dias dos caminheiros, que gerou uma crise de abastecimento no Brasil em maio de 2018. 

> Caminhoneiros autônomos denunciam uberização e cobram demandas do Governo Bolsonaro

Desde o início desse Fórum, foram debatidos os seguintes temas de interesse dos caminhoneiros autônomos: a criação de pontos de parada com estrutura adequada para descanso nas rodovias; renovação de frota; melhorias nas condições das rodovias e preço do diesel; segurança, exame toxicológico para todos os motoristas; aposentadoria especial com 25 anos de trabalho entre outros.

Mas de 2018 até agora, as reuniões do Fórum continuaram no Governo Bolsonaro, com a participação da CNTTL, só foram enrolação, nada da pauta da categoria avançou.

Assista à live do Programa Sintonia - do Sindicato dos Portuários do RS
 




Principais falas da Live:
"Só estamos solicitando nossos direitos de 2018 que ficaram esquecidos, não têm mais condições . Chegamos ao limite e se não pararmos nós vamos quebrar trabalhando! Não tem mais o que fazer”, José Roberto Tadeu Rosa, presidente do SINDICAM Rio Grande.

“Nós não somos baderneiros, não somos terroristas, nós somos pais de família que estão suplicando para o Governo socorro e socorro! Nós estamos abandonados, a nossa Lei não é respeitada. Estamos orientando todos os caminhoneiros a ficarem em casa”, Lucélia Junior Pelegrini Venerozo, diretora do SINDCAM-  Ribeirão Preto.

“O movimento dos caminhoneiros não é pra derrubar governo, a categoria foi quem mais apoiou Bolsonaro nas eleições. Simplesmente a categoria está reivindicando as leis de 2018 que estão em aberto até hoje”, José Roberto, presidente da ANTB (Associação Nacional de Transportes do Brasil).

“Estamos passando hoje uma dificuldade muito grande! Se tivesse cumprido aquilo que foi determinado em 2018, não estaríamos aqui hoje neste debate, tudo que estamos passando é reflexo que passou em 2018, nos prometeram muitas coisas e não foram cumpridas”, Dieck Sena, diretor do SINDCAM de Rio Grande.

 


Redação CNTTL

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