SP: Trabalhadores em transportes reafirmam resistência na defesa dos direitos e greve contra Reforma da Previdência

Dirigentes da CNTTL/CUT participaram da Assembleia Geral dos Motoristas de SP,na Quadra dos Bancários

Por: Vanessa Barboza e Viviane Barbosa, Redação CNTTL
Publicação: 07/02/2018
Imagem de SP: Trabalhadores em transportes reafirmam resistência na defesa dos direitos e greve contra Reforma da Previdência

Vagner Freitas, Noventa e Brinquinho - foto: Roberto Parizzoti/CUT)

Dirigentes da CNTTL/CUT participaram nesta quarta-feira (7) da Assembleia Geral dos Motoristas de Ônibus da Cidade de São Paulo, realizada na Quadra dos Bancários, na capital paulista. 

Na pauta, foram debatidos os enfrentamentos contra os retrocessos da legislação trabalhista, que está em vigor desde 11 de novembro de 2017 e os preparativos para o Dia Nacional de Lutas e Greve Geral, no dia 19 de fevereiro. O governo golpista de Temer quer colocar em votação o Desmonte da Previdência no Congresso Nacional nessa data. 

Na capital paulista, as empresas em transportes estão tentando implantar as mudanças por meio da nefasta legislação trabalhista, passando por cima da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). “Os patrões estão tentando impor a Lei Trabalhista, sendo que a data-base da categoria é 30 de abril. Eles querem acabar com o emprego do cobrador e reduzir horário de almoço dos companheiros. Essa nova Lei aqui, não. Vamos, juntos, barrar qualquer retrocesso. A unidade na luta se constrói na luta”, salientou o presidente do Sindmotoristas, Valdevan Noventa. 

O Sindmotoristas lançou nas bases a campanha “Nova Lei trabalhista. Aqui, não!”. “Os patrões já estão cientes que estamos preparados para luta”, pontuou Noventa. 

Durante a assembleia, o deputado estadual, Campos Machado (PTB) apresentou um documento que foi entregue ao prefeito, João Doria (PSDB) que exige que os postos de trabalho dos cobradores, na capital paulista, seja mantido. “Esse é um dos instrumentos da nossa luta. Não vamos aceitar retrocessos”, ressaltou Campos. 

Dia 19/02: Se botar pra votar, o Brasil vai parar

O presidente do Sincoverg/CUT (Condutores de Guarulhos), Maurício Brinquinho, destacou que a luta contra os desmandos de Temer é de todos os trabalhadores em transportes. “Sofremos muito para ter o que temos hoje. Vamos garantir nossos direitos com luta e, se necessário, greve. A demonstração será no dia 19/02, greve geral, contra a reforma da Previdência. Não vamos permitir que nenhuma reforma nos ataque novamente”, salientou o Brinquinho. 

Já o dirigente do Sindicato dos Metroviários de SP, Dino, ressaltou que se houver luta coletiva, a reforma da Previdência não passa. “Eles não tem votos suficientes pra passar essa reforma. Na luta a gente vence”. 

O presidente da CUT, Vagner Freitas,  relembrou que estamos vivendo um estado de exceção por conta do golpe dado pelo ilegítimo Temer. “Esse golpe é semelhante à ditadura militar. Querem acabar com o Sindicato, seja ele de que central for. Esse golpe é para que o trabalhador não tenha representatividade”, frisou.

Freitas ressaltou que a participação de todos os trabalhadores no Dia Nacional de Lutas, greve geral, em 19 de fevereiro, será fundamental. “Faremos uma greve geral no Brasil inteiro contra mais esse ataque. Essa é a nossa resposta. São os patrões que financiaram o golpe e o único jeito de enfrentá-los é na luta, com greve”, finaliza. 

Trabalhadores no transporte coletivo de SP vão parar 

Na assembleia, os trabalhadores no transporte coletivo da cidade de São Paulo decidiram cruzar os braços no dia 19/2, caso a reforma da Previdência entre em votação no Congresso Nacional. Uma nova assembleia com a categoria será realizada no dia 16 de fevereiro, para definir como será a participação da categoria.

Relato anuncia mais mudanças no texto da Reforma

Para acelerar a votação da Reforma da Previdência, o relator da proposta, deputado Artur Oliveira Maia (PPS-BA),  fez algumas mudanças no texto da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287, que dificultará o trabalhador de se aposentar. As alterações são referentes aos trabalhadores rurais, dependentes de policiais mortos em serviço e pessoas contempladas com o Benefício de Prestação Continuada (BCP). 

Em coletiva à imprensa, ocorrida nesta quarta-feira (7), o relator disse que pode haver modificações no plenário. No entanto, a orientação é fazer apenas modificações que impliquem em votos a favor da proposta.

Transportando CNTTL-CUT
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