Rumo à GREVE: “Vamos desligar nossos Apps no dia 1º de julho”, diz liderança da FENAMOTO

A Federação, filiada à CNTTL, anunciou a mobilização de mais de 7,5 milhões de  trabalhadores no Brasil.

Por: Viviane Barbosa, da Redação da CNTTL
Publicação: 24/06/2020 às 17:53 - Atualização: 24/06/2020 às 20:05
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card CNTTL

Nesta quarta-feira, dia 1º de julho, motociclistas, motoboys e motofretistas que trabalham para os aplicativos (Uber, Rappy, Ifood, Loggi, James, entre outros) preparam uma paralisação contra a precarização e por melhores condições de trabalho. 

O movimento está sendo organizado pelas redes sociais e cresce a cada dia: trabalhadores de aplicativo da Argentina e de mais cinco países também irão parar.

Nessa luta, também está a FENAMOTO (Federação Nacional dos Trabalhadores Motociclistas Profissionais e Autônomos), filiada à CNTTL, que anunciou a mobilização de mais de 7,5 milhões de  trabalhadores no Brasil.

Visando construir políticas para ajudar a categoria, lideranças da CNTTL, da FENAMOTO e do SINDMAAP/DF (Sindicato dos Motoristas Autônomos de Transporte Privado Individual por Aplicativos no Distrito Federal) debateram os impactos da pandemia de COVID-19 em LIVE da Confederação --Modal-LIVE #7 -- no dia 22 de junho.

O debate contou com a presença de Rafael Grohmann, professor da UNISINOS e Doutor em Ciências da Comunicação da USP, que coordena uma pesquisa internacional que visa pressionar as plataformas digitais por melhores condições de trabalho.

O presidente estadual da FENAMOTO, Benedito Carlos dos Santos, mais conhecido como Natu, disse que no dia 1º de julho todos os motociclistas profissionais e autônomos irão desligar seus aplicativos como forma de protesto à falta de atenção das empresas de plataformas às reivindicações da categoria.

“Nós queremos ter condições de sentar na mesa com os representantes dos aplicativos e discutir todos os aspectos, desde a precificação, o valor de taxas e as condições de saúde, que são precárias. Exceto aqueles que trabalham com E-commerce, quem trabalha com delivery não pode tomar água, muitas vezes não têm no local ou não pode beber e ainda é proibido de usar o banheiro do estabelecimento que fez a entrega”, conta Natu.

Outras reivindicações são o aumento do valor por quilometro rodado, bem como valor mínimo e o fim dos bloqueios indevidos. “No passado tinha quilometragem completa, hoje o APP só paga até o ponto de entrega. Isso sem contar o pedágio que o profissional tem que pagar do bolso. Para os aplicativos está tranquilo, porque enquanto não unificamos a pauta, teremos esses obstáculos”, relata Natu.

O sindicalista ressalta que os motociclistas lutam pelo direito a ter recursos, hoje se são bloqueados não podem trabalhar, e de fazer uma acareação com o aplicativo, para se apurar a verdade.

“Nós pretendemos também levar nossa pauta de reivindicações até a entidade representativa dos aplicativos para debater um acordo coletivo, ou individualmente se for o caso”, conta.

A FENAMOTO negocia com a ABO2O (Associação Brasileira Online to Offline) que representa 93 plataformas digitais, entre elas, Uber, Rappy , Ifood, 99 e outras.


Organização internacional 

Na Modal-LIVE da CNTTL, o professor Rafael Grohmann falou de experiências internacionais de entregadores de aplicativos que criaram uma plataforma de propriedade dos trabalhadores.

“Uma delas é Mensakas de Barcelona, que surgiu de uma greve que engajou milhares de entregadores do aplicativo Deliveroo em várias cidades da Europa em 2017. Dessa luta coletiva foi fundado o sindicato RidersXDerechos”, explica.

A iniciativa  foi de 30 dos entregadores grevistas demitidos pela Deliveroo que iniciaram um processo de auto-organização e lutas coletivas por seus direitos trabalhistas. Da organização no sindicato nasceu a cooperativa Mensakas.

A experiência dos espanhóis animou a FENAMOTO que está conversando com o professor Rafael para construir uma proposta semelhante de organização no Brasil.






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