Sina alerta que corte de funcionários e rotatividade podem ter provocado falha na segurança no GRU Airport

Em nota, o Sindicato destaca que está preocupado com a segurança operacional não só no Teca, mas também na área de passageiros, pátio e pista.

Por: Imprensa Sina com Redação da CNTTL
Publicação: 07/08/2019
Imagem de Sina alerta que corte de funcionários e rotatividade podem ter provocado falha na segurança no GRU Airport

Francisco Lemos, presidente do Sina - foto: Sina

Um levantamento do Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina) mostra que o quadro de trabalhadores contratados no Terminal de Cargas Aeroportuárias (TECA), no GRU Airport - Aeroporto Internacional de SP, caiu consideravelmente nos últimos anos.

Os dados do Sina revelam uma queda de  63%, de 2013 a 2019, período em que a gestão do Aeroporto já estava com a iniciativa privada.

Somando a esse índice preocupante tem a rotatividade, que gira em torno de 15% ao ano, isso quer dizer que, entre cinco ou seis anos o efetivo é trocado quase em sua totalidade, o que pode comprometer a segurança e a qualidade do serviço prestado no maior aeroporto da América Latina.

Falha na Segurança

Para o presidente Sina, Francisco Lemos, a falha na segurança do Aeroporto, identificada após o roubo de uma enorme carga de ouro dentro do Terminal de Cargas (Teca), pode ter relação com o corte de funcionários.

Segundo a nota do Sindicato, de um efetivo de 411 funcionários diretos, em 2013, hoje há apenas 153 trabalhadores. De lá para cá, houve 222 demissões e 36 transferências de empregados para outras áreas.

Ainda segundo a entidade sindical, a empresa afirma manter 400 funcionários no Teca, mas 247 deles são terceirizados. Nesse cenário, a rotatividade característica nas empresas que prestam serviços terceirizados, compromete a qualidade dos serviços e a segurança das cargas que passam pelo terminal.

Sem vínculo

“O trabalhador terceirizado não consegue criar vínculo, pois sabe que em dois ou três anos será substituído pela empresa. Todavia, na aviação, é preciso muito mais do que um emprego; é preciso ter dedicação, carreira, porque a aviação mexe com vidas, mexe com valores, e quanto mais antigo é o funcionário no aeroporto, maior seu vínculo com a empresa e a sua atividade. Assim, ele fica menos vulnerável à qualquer tipo de tentação da vida”, explica Lemos.

O dirigente explica que, enquanto a concessionária, o governo brasileiro e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) não disserem que a atividade operacional do aeroporto tem que ser feita por funcionários orgânicos, com vínculo direto, esse problema tende a continuar.

“O usuário, tanto o passageiro quanto o cliente de carga dos aeroportos, continuará vulnerável enquanto a mão-de-obra for mantida dessa forma vulgar, em uma atividade tão essencial quanto o Aeroporto”, completa o presidente do Sina.

Em nota, o  Sina ressalta que está preocupado  com a segurança operacional não só no Teca, mas também na área de passageiros, pátio e pista.

“Enquanto o volume de carga aumenta, a concessionária reduz o quadro de funcionários e a remuneração”, concluiu o presidente do Sindicato.

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