Em defesa da democracia, mulheres lançam abaixo-assinado

Documento esclarece que tentativa de golpe no País é atentado ao Estado Democrático de Direito

Por: Redação CNTTL
Publicação: 06/04/2016
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divulgação

Mulheres contra o golpe criaram um abaixo abaixo-assinado no site change.org. O documento alerta sobre o atentado ao Estado Democrático de Direito e ressalta que a população feminina representa 52% da população, a maioria do eleitorado. Confira a seguir e faça a sua parte.

Neste momento em que, mais uma vez, o Estado Democrático de Direito vem sofrendo violentas agressões no Brasil, com um golpe semi consumado que ameaça liberdades e direitos individuais, trabalhistas e sociais, nós, mulheres de todas as origens, crenças, partidos, tendências, cores, idades, estilos, mulheres do campo e da cidade, nos levantamos em defesa da Democracia, do povo e do nosso país.

Nossa voz é a voz da maior parcela do Brasil. Somos quase 52% da população, representamos a maioria do eleitorado, respondemos pelo sustento de cerca de 40% das famílias brasileiras. Nessa condição, assumimos o nosso protagonismo na Vida e na História, integrando entidades, frentes, partidos, movimentos, iniciativas e mulheres que lutam contra o processo de golpe já instalado no país e em defesa da democracia, dos direitos humanos, trabalhistas e sociais e da soberania da vontade popular, expressa no voto.

Estamos, hoje, diante de duas frentes de luta – a do combate à corrupção amplamente praticada no Brasil desde as malfadadas capitanias hereditárias, que dividiu o território brasileiro e entregou o país aos amigos do rei, e a do combate à tentativa de usurpação do poder por uma elite inconformada com a derrota nas urnas.

As duas frentes se misturam quando o combate à corrupção se transforma em um processo seletivo, direcionado, distorcido, eivado de erros e de práticas abusivas, próprias de uma ditadura, como longas prisões preventivas sem acusação, isolamento, restrição de visitas e banhos de sol, controle de leitura, censura à correspondência, cerceamento dos contatos entre presos e advogados, escutas ilegais.

As duas frentes se misturam quando uma imprensa partidarizada confunde a população com um noticiário manipulado e direcionado, com o bloqueio ao acesso à informação livre e ampla, com tratamentos desiguais e que muitas vezes insuflam um ódio irracional que já atinge crianças nascidas em berços de esquerda e mesmo pessoas que simplesmente ousam sair às ruas com uma roupa vermelha. Um ódio fascista jamais visto em nosso país, que contamina parte da sociedade.

As duas frentes se misturam quando tentam induzir a população a acreditar que as duas questões estão relacionadas e que aqueles que defendem a Democracia não querem o combate à corrupção, que as vozes que se levantam contra o golpe são vozes vendidas, corrompidas.

Mentiras, mentiras e mentiras.

Nós, mulheres que assinamos este manifesto, denunciamos que, hoje, o combate à corrupção tornou-se uma fachada para o golpe. Está corrompido em sua essência. E clamamos por um verdadeiro e profundo enfrentamento ao problema, a partir de processos isentos, equilibrados, amplos e que jamais se afastem da ordem jurídica, mas, principalmente, a partir de uma real reforma política.

O processo de impeachment, conduzido por uma comissão em que prevalecem parlamentares processados por corrupção e presidida por um deputado que talvez seja o maior símbolo de corrupção e de impunidade do país, é, na verdade, a tentativa desesperada de cassar a soberania do voto. Contra a presidenta Dilma Rousseff não há qualquer acusação de corrupção ou de desvio administrativo. E isso é golpe, não há outra palavra. Impeachment sem crime é isso, é golpe.

Nós, mulheres que assinamos este manifesto, denunciamos o golpe comandado por uma frente político-jurídico-midiática identificada com interesses antinacionais, privatistas, machistas, homofóbicos, misóginos, retrógrados, racistas, excludentes. Combatemos o golpe que vai na contramão da luta por mais direitos, mais inclusão e por um país realmente solidário, igualitário e mais justo.

Repudiamos firmemente o caráter sexista das críticas e dos ataques hediondos feitos à presidenta Dilma Rousseff, que agridem e ofendem todas nós, mulheres, e que deveria cobrir de vergonha a Nação. Nem todas concordamos com as políticas e programas de governo de Dilma Rousseff, mas não vamos admitir quaisquer ataques à condição de mulher da principal mandatária do país. Não aceitamos xingamentos sexistas, não aceitamos insinuações machistas. Exigimos um respeito que é devido a todas nós, mulheres.

Por ela, por mim, por nós, por todas as mulheres, Não vai ter golpe!

Para assinar o documento acesse aqui


Redação CNTTL

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