Dilma: "Sempre estivemos do mesmo lado, e novamente trabalharemos juntos"

"Seja bem-vindo, ministro Luiz Inácio, ministro Lula", disse a presidenta na posse realizada na manhã desta quinta (17)

Por: Com Portal Brasil e Brasil 247
Publicação: 17/03/2016
Imagem de Dilma:

Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A presidenta Dilma Rousseff  deu posse na manhã desta quinta-feira (17) ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como novo ministro-chefe da Casa Civil. Ela também empossou Jaques Wagner como ministro-chefe do Gabinete Pessoal da Presidência da República;  Eugênio José Guilherme de Aragão como novo ministro da Justiça; e Mauro Lopes, na Secretaria de Aviação Civil.

Lula substitui Wagner na Casa Civil. Aragão assume o cargo em substituição a Wellington César Lima e Silva, que pediu exoneração na última terça-feira (15).

Durante discurso, no Palácio do Planalto, a presidente Dilma Rousseff condenou o grampo divulgado ontem pelo juiz Sérgio Moro, da Lava Jato, e sua "interpretação desvirtuada".

A gravação, feita pela PF mesmo após o juiz ter determinado a suspensão dos grampos, se tratava de uma conversa entre Dilma e Lula e foi divulgada pelo juiz para a Globonews.

Dilma disse que "não há justiça quando as leis são desrespeitadas, a Constituição aviltada. Não há Justiça para os cidadãos quando as garantias constitucionais da própria Presidência da República são violadas". "Se se fere a prerrogativa da presidência da República, o que se fará com os cidadãos?", questionou a presidente.

Sobre o grampo em si, declarou: "Nós queremos saber quem o autorizou, por que o autorizou e por que foi divulgado sem que se tivesse nada que pudesse levantar qualquer suspeita sobre seu caráter republicano". Dilma denunciou ainda a "interpretação desvirtuada" do diálogo com o ex-presidente e ressaltou que "investigações baseadas em grampos ilegais não favorecem a democracia nesse país".

"Convulsionar a sociedade brasileira em cima de inverdades, de métodos escusos, viola princípios e garantias constitucionais, os direitos dos cidadãos e abre precedentes gravíssimos. Os golpes começam assim", declarou Dilma Rousseff.

Antes de falar sobre a gravação, Dilma disse que "as dificuldades muitas vezes costumam criar grandes oportunidades" e mencionou como uma delas a chance de trazer ao seu governo "o maior líder político desse país". "Seja bem-vindo, ministro Luiz Inácio, ministro Lula", disse a presidente, que declarou contar com a experiência do ex-presidenta e sua identificação com o povo brasileiro.

"Sua presença aqui mostra que você tem a grandeza dos estadistas e a humildade dos verdadeiros líderes", continuou Dilma, destacando que, com Lula ao seu lado, ela terá "mais força" para "superar as armadilhas que jogam em nosso caminho" para "paralisar o governo" ou "tentar me tirar o mandato de forma golpista".

 

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