Ato da CUT/SP e movimentos sociais na Praça da Sé - foto: Dorival Elze
Guaranis Mbyá e movimentos sindical e sociais ocuparam a Praça da Sé na terça-feira (21) e transformaram o espaço público em Opy, casa de reza na língua indígena. Com bom-humor, a ‘dança da chuva’ dos desinformados cumpriu o seu papel de rezar pelo Estado de São Paulo e cobrar o governador Geraldo Alckmin (PSDB) pela crise do abastecimento de água que afeta 15,6 milhões de pessoas, de acordo com pesquisa do Instituto Ibope.
Representante da aldeia Tenondé Porã, Edvaldo Tupã Mirim, convidou as crianças e os jovens para se aproximar para participar ou ver a dança tradicional, feita no centro da praça, rodeada de gente. “Yy heyn re nda'ipoi tekorã", disse, ao explicar que “sem água não há vida”. Como rezador que é, afirmou que os juruás (não indígenas) não cuidam o suficiente da terra e que o fim da água significa o fim da população.
Segundo o Ibope, 38% dos eleitores do estado dizem sofrer com o corte de água em suas casas. Nos municípios da Grande São Paulo, este índice equivale a 55%. Mas a Companhia de Saneamento Básico de São Paulo (Sabesp), que opera o Sistema Cantareira, nega.
Diversidade no centro
E no mundo dos juruás à espera da dança dos Guaranis Mbyá, os
carrilhões da Catedral da Sé soaram pela primeira vez às cinco da
tarde, talvez por não estarem acertados com o horário de verão.
Militantes da CUT, MST, MAB, movimentos de moradia, Levante Popular
da Juventude, entre outros, falavam à população que circulava pela
Sé. Comunicadores do Fora do Eixo e do Mídia Ninja registravam
tudo.
Um ator profissional, representando São Pedro, o patrono das chuvas, compareceu ao ato e garantiu: “A culpa não é minha”. Com humor, disse aos manifestantes que São Judas Tadeu, cuidador das causas impossíveis, já havia sido procurado pelo candidato do PSDB à Presidência, que pediu para não ser derrotado nestas eleições. “Mesmo quando estamos todos muito ocupados, fazemos o que for preciso para ajudar. Mas São Judas já disse que não vai atender ao pedido do candidato”, brincou.
Freitas, afirmou que a causa principal da falta d’água na região é o fato de o governo do PSDB ter vendido parte das ações da Sabesp para a iniciativa privada, que prioriza o lucro em detrimento do atendimento à população. O governo tem 50,26% das ações, enquanto empresas privadas têm 49,74% delas.
“Por causa disso”, afirmou Gentil, cuja federação representa trabalhadores de empresas como a Sabesp, “entre 2003 e 2013 essa empresa distribuiu mais de R$ 4 bilhões aos acionistas privados, dinheiro que poderia ter sido investido em obras para modernizar o Sistema Cantareira, que hoje está praticamente vazio”.
É fato que as chuvas não vêm caindo do céu, mas os lucros em
ascensão, os quais não são investidos em obras para melhor captação
e distribuição das águas, são os maiores vilões. “Até a ONU afirmou
em relatório que a responsabilidade pela falta de água é do governo
do PSDB”, completou Gentil.
Seca à paulista
Em Campinas, a situação não é diferente. A Sanasa, empresa de
economia mista que abastece a água da região,divulgou nota
explicando que o racionamento poderia afetar 380 mil moradores
nessa segunda (20).
Dirigente sindical do Sinergia-CUT, Mario Macedo Netto, mora em Campinas, e garante que bairros como a Vila Mimosa já sofrem com o corte. “Sabemos que além das residências, o comércio também tem sido afetado. No Jardim do Trevo, onde há indústrias, o racionamento tem atrapalhado”.
A secretária-geral adjunta da CUT Nacional, Maria Aparecida de Godoy Faria, completou que a falta de água provocará estagnação da produção, mas deve atingir de forma pior a área da saúde, que envolve a prestação de serviços humanitários.
Periferia sabe
Adi dos Santos Lima, presidente da CUT São Paulo, disse que o que o
governo tucano paulista esconde da população a crise. “Até passar o
primeiro turno, o governador Alckmin dizia que não havia falta de
água. Mas as pessoas na periferia da cidade sabiam que sim, pois na
casa delas a torneira estava seca, dependendo da hora do dia.
Agora, o PSDB está fazendo de tudo para segurar as últimas gotas da
Cantareira, esperando o segundo turno das eleições presidenciais
passar”, afirmou.
Informações da CUT Nacional e da CUT/SP
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