O
Brasil entrou, provavelmente de forma irreversível, em um processo
de democratização social, que tanta falta faz ao país mais desigual
do continente mais desigual do mundo. Tivemos a democratização
política, sem democratização das estruturas de poder que se
consolidaram justamente durante a ditadura – o monopólio do sistema
financeiro, o monopólio da terra, o monopólio dos meios de
comunicação, entre outros.
Os programas sociais que estão, pela primeira vez, alterando a
desigualdade estrutural que o Brasil arrasta ao longo dos séculos,
permitem o acesso a bens elementares à imensa massa pobre do país,
elevando seu nível de renda e seu nível de vida. A maioria da
população já não está situada nos dois grupos mais baixos na
distribuição de renda, mas no grupo intermediário. Não significa
que passamos a ser um país de classe, majoritariamente de setores
médios, embora o poder aquisitivo da população de menor renda tenha
melhorado significativamente. Mas arrastamos tanta miséria, que as
condições de moradia, de saneamento básico, de transporte, de
educação e saúde pública, ainda são muito precárias.
Fatores estruturais que produzem essas condições sociais têm que
ser transformados para que seja possível dar continuidade,
aprofundar o início das mudanças sociais do governo atual e gerar
as condições estruturais de uma sociedade justa e solidária.
Monopólios como os do dinheiro – coma hegemonia do capital
financeiro -, da terra – como o predomínio dos agronegócios no
campo -, da palavra – com a falta de democracia na construção da
opinião pública.
As transformações sociais foram possíveis porque o modelo econômico
atual está imbricado com a distribuição de renda e com a extensão
acelerada do mercado interno de consumo popular. A continuidade e
aprofundamento dessa política coloca, além dessas questões, a de
promover a cidadania política desses milhões de brasileiros que
conquistam seus direitos econômicos e sociais.
O governo faz sua parte, a de formular, colocar em prática e gerar
as condições de continuidade dessas políticas econômicas e sociais.
Cabe ao movimento popular, às organizações sociais, culturais, às
forças políticas, apoiar a essa nova maioria social, para que se
organiza e se torne a nova maioria política do Brasil. Assim
teremos transitado de uma democracia política a uma democracia
social.
Emir Sader é sociólogo e cientista, mestre em filosofia
política e doutor em ciência política pela USP - Universidade de
São Paulo.
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