Bahia: Rodoviários enfrentam impasse na Campanha Salarial
Segundo o Sindicato, o dissídio coletivo foi provocado principalmente pelas empresas São Miguel e Cachoeira, que se recusaram a negociar.
Publicação: 26/07/2010
O Sindicato
dos Rodoviários da Bahia (Sindirod) apresentou uma proposta de 10%
no salário e 10 % ticket, devido à intransigência patronal que
levou os trabalhadores do transporte urbano para o Dissídio
Coletivo; já os empresários apresentaram uma contraproposta de 4%
nos tickets e somente 5% para o reajuste salarial.
O impasse levou a questão para discussão em assembleias com os
trabalhadores que votaram democraticamente pelo Dissídio.
No Tribunal Regional do Trabalho (TRT,) em Salvador, a
desembargadora Nélia Neves, por meio de sentença normativa definiu
reajustar em 6% os salários e 6% nos tickets nas empresas urbanas
de Itabuna que desde o início anunciaram que não iriam conceder
reajuste salarial e sequer foram para a mesa de negociação, o que
acabou provocando mediação do Ministério Público do Trabalho
(MPT).
Com isso, o Dissídio tornou-se inevitável e no final, o TRT, dentre
outras cláusulas, sentenciou que as empresas do transporte urbano
São Miguel e Cachoeira terão de fornecer vale transporte para seus
trabalhadores que necessitarem utilizar o transporte
intermunicipal. Entre as empresas Rota, Águia Branca, Sulba,
Itapemirin, São Geraldo, Viação Cidade Sol, Transnacional, Viação
Camacan e Viação Itapetinga, não haverá passe livre, e os
trabalhadores dessas empresas poderão circular na mesma condição do
acordo anterior.
O Sindirod ressaltou que o Dissídio manteve direitos adquiridos na
negociação anterior e concedeu um reajuste moderado, já que o TRT
utilizou como parâmetro o reajuste concedido para os rodoviários da
capital. O presidente do Sindirod, Joselito Paulo (Pé de Rato)
explicou que o problema do Dissídio foi uma questão provocada
exclusivamente pelas empresas São Miguel e Cachoeira que se
recusaram a negociar e quando compareceram à mesa de negociação já
no final apresentaram uma proposta indecorosa que previa até
desconto no salário pela concessão do passe livre. “Levamos tudo
para a categoria, foi uma questão polêmica, porque haveria perda
salarial e eles até queriam fundar um sindicato ilegal para tirar o
pão do trabalhador e no final o dissídio foi aprovado em
assembleias", disse Pé de Rato.
A sentença do TRT manteve cláusulas positivas. Mas o Sindicato irá
recorrer das cláusulas cuja interpretação não ficou bem definida.
Secretário Nacional de Comunicação da CNTTL:José Carlos da Fonseca - Gibran
RedaçãoCNTTL
Mídia Consulte Comunicação &Marketing Editora e Assessora de Imprensa: Viviane Barbosa MTB 28121
WhatsApp: 55 + (11) 9+6948-7450 Assessoria de Tecnologia da Informação e Website: Egberto Lima
E-mail: viviane@midiaconsulte.com