foto: Dia Nacional de Paralisação da CUT contra o PLC 30 - Sindicato dos Rodoviários, trabalhadores em Construção Civil e Urbanitários de Teresina/Piauí - 29/05/2015 - Foto: Sindicato
A CUT conclama as suas bases para participarem do Dia Nacional de Mobilizações de 3 de outubro chamado pela Frente Brasil Popular em todas as capitais em defesa da Petrobras, da democracia, dos direitos e por outra política econômica. Esta jornada, no caso do Estado do Rio de Janeiro, se dará no dia 2 de outubro em Niterói, num grande ato de iniciativa dos petroleiros (FUP) e metalúrgicos dos estaleiros navais que sofrem uma onda de demissões.
Os trabalhadores em transportes da
base da CNTTL/CUT se somarão às demais categorias cutistas nesta
mobilização , em defesa da Democracia, do Emprego e do Salário, da
Petrobras e contra a atual política
econômica.
O ato do dia 3 de outubro foi
aprovado em reunião da Direção Executiva da CUT, no dia 16 de
setembro em São Paulo, que manifestou sua preocupação com o
agravamento da crise política e econômica brasileira,
particularmente com as medidas erráticas do governo, como o mais
recente pacote de medidas fiscais, que apontam para o
aprofundamento da recessão, na contramão do projeto que obteve o
apoio popular nas últimas eleições.
Em nota, a Central reafirma sua posição contrária à atual política econômica do governo e ao pacote de medidas fiscais de 14 de setembro, pois os cortes atingem programas sociais reduzindo seus gastos, inibem o investimento público, e o recuo do Governo Federal nos acordos já praticamente alcançados com as entidades dos servidores federais, como a Condsef e CNTSS-CUT, adiando em 6 meses a aplicação da primeira parcela de reajuste salarial. Do lado das receitas pretendidas, o pacote onera a produção, sem tocar no capital especulativo e as altas taxas de juros que o beneficiam, aumenta impostos de forma regressiva, afetando os setores de menor renda. A nova proposta de CPMF cuja arrecadação seria destinada a pagar aposentadorias pode ser a antessala de um novo ataque à Previdência da classe trabalhadora, como insinuou o ministro Levy.
Pacote de ajuste fiscal
A Direção Nacional reforça que o pacote prolonga a política de ajuste fiscal, que provoca recessão e não crescimento econômico, como saída para a crise. "As medidas para o equilíbrio orçamentário deveriam ser outras: combater a sonegação fiscal, taxar grandes fortunas e a remessa de lucros das multinacionais, além de uma política tributária progressiva. O pacote, além disso, foi anunciado sem qualquer diálogo com a sociedade, particularmente com os setores que vêm dando sustentação social ao governo", destaca nota.
A insistência por parte do governo
federal no aprofundamento das políticas de “austeridade” para gerar
superávit primário (destinado a pagar banqueiros e especuladores de
títulos da dívida pública) é confirmada pelo conteúdo global desse
pacote e tem sido a moeda de troca exigida pelo empresariado para
continuar apoiando o governo.
Os setores que apostam neste tipo de política que aguçou já a crise com meio milhão de empregos perdidos e uma recessão prolongada, são os mesmos interessados em rebaixar salários e retirar direitos, fragilizar os sindicatos, para criar condições para um modelo econômico que amplie as desigualdades sociais, faça novas entregas do patrimônio público, diminua a proteção social, reduzindo ao mínimo as funções do Estado e colocando o país numa situação de subordinação aos interesses das corporações multinacionais. Eles aproveitam a fragilidade do governo e seus desacertos na economia para desconstruir, com o apoio da mídia e de seus representantes no Congresso, o projeto que foi desenvolvido nos últimos 12 anos.
Agenda dos
trabalhadores
Diante deste quadro, a CUT reafirma sua posição de que a saída para
a crise econômica é pela via do crescimento que preserve o
patrimônio público, promova o emprego, distribua melhor a renda,
diminua as desigualdades sociais e aumente a proteção social. Para
combater a atual política econômica, a CUT seguirá fortalecendo a
unidade dos setores sindicais, populares e democráticos, como
integrante da Frente Brasil Popular lançada em Belo Horizonte em 5
de setembro, espaço onde discutirá suas propostas alternativas de
política econômica e de aprofundamento da democracia no nosso
país.
Redação CNTTL/CUT com CUT Nacional
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