Em julho de
1992, mulheres negras de 70 países participaram do 1º Encontro de
Mulheres Negras da América Latina e do Caribe, em Santo Domingo, na
República Dominicana. O último dia do evento, 25 de julho, foi
marcado como o "Dia da Mulher Negra da América Latina e do Caribe",
para celebrar e refletir sobre o papel das mulheres negras nestes
continentes. Estipulou-se que este dia seria o marco internacional
da luta e da resistência da mulher negra.
Segundo o Censo de 2000, a população de mulheres negras brasileiras
é de 36 milhões. A sociedade e o
governo têm atuado para consolidar e dar visibilidade a esta data,
tendo em conta a condição de opressão de gênero e racial/étnica em
que vivem estas mulheres, explícita em muitas situações
cotidianas. "Essa é uma data
muito importante e todos nós, sindicalistas e do movimento social,
devemos dar ampla divulgação", disse a Secretária da Mulher da FEM,
Andréa Ferreira de Sousa.
O
objetivo da comemoração de 25 de julho é ampliar e fortalecer as
organizações de mulheres negras do estado, construir estratégias
para a inserção de temáticas voltadas para o enfrentamento ao
racismo, sexismo, discriminação, preconceito e demais desigualdades
raciais e sociais. É um dia para ampliar parcerias, dar
visibilidade à luta, às ações, promoção, valorização e debate sobre
a identidade da mulher negra brasileira.
Atualmente
De acordo com
o boletim de notícias da Secretaria de Políticas de Promoção da
Igualdade Racial (SEPPIR), nos últimos anos, 60% das mulheres
vítimas de morte materna são negras. Foi constatado que, durante a
gravidez, as mulheres negras têm menos chance de passar por
consultas pré-natal, seja por dificuldades de acesso, por falta de
informação ou mesmo por discriminação nos serviços.
Por outro
lado, o relatório de Perfil do Trabalho Decente divulgado no dia 19
de julho, pela Organização Internacional de Trabalho (OIT), revelou
que jovens negras têm menos acesso à escola e ao trabalho. Na faixa
etária entre 15 e 24 anos, uma em cada quatro jovens negras
brasileiras não estuda ou não trabalha, número que corresponde a
25,3% dessa faixa da população.
Na questão
familiar, a juventude negra do Brasil encabeça o ranking dos que
vivem em famílias consideradas pobres e recebem salários mais
baixos do mercado. Eles também figuram o topo na lista dos
desempregados, analfabetos, do que abandonam a escola antes do
tempo e dos que têm maior defasagem escolar.
Com informações do Boletim SEPPIR
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