Dados do
estudo “Mapa da Violência 2012 - Crianças e Adolescentes no
Brasil", realizado pelo Centro Brasileiro Estudos Latino-Americanos
(CEBELA) e divulgado no último dia 18, registraram um
aumento de quase 350% de mortes violentas de jovens em três
décadas. O resultado coloca o Brasil no quarto lugar dos mais
violentos entre 99 países. Elaborado com base nas estatísticas
oficiais dos Ministérios da Saúde e da Justiça, o relatório traz
números preocupantes.
No período
entre 1981 e 2010, o Brasil contabilizou o assassinato de 176.044
crianças e adolescentes. A cada dia, em média, 16 pessoas com até
19 anos de idade são mortas. Isso ajuda a dimensionar o tamanho da
tragédia, mas oculta um dado ainda mais alarmante. O número de
homicídios nessa faixa etária é proporcionalmente maior nos últimos
anos do que foi no passado.
Em 1980, a
taxa de assassinatos de crianças e adolescentes era de 3,1 por 100
mil. Essa quantia cresceu constantemente ao longo do tempo e, em
2010, chegou a 13,8. Nas três décadas consideradas pelo estudo, as
mortes naturais nesse grupo populacional caíram de forma acentuada:
em 2010, a taxa representava menos de 25% da observada em 1980. Com
as curvas de mortes naturais e homicídios avançando em direções
opostas, a participação dos assassinatos no total de óbitos de
crianças e adolescentes saltou de 0,7% para 11,5%.
Fatores
Os
especialistas apontam que o crescimento de mortes violentas resulta
de uma série de fatores que se manifestam de forma desigual nas
regiões do país. As estatísticas evoluem de modo irregular entre os
Estados, como por exemplo, entre as seis capitais com as maiores
taxas, cinco são do Nordeste. Enquanto São Paulo e Rio de Janeiro,
que uma década atrás estavam entre os Estados mais violentos,
melhoraram os índices.
Entre os
principais motivos apresentados está a urbanização crescente e
desordenada sob impulso de surtos econômicos. Mas a melhoria de
indicadores econômicos não basta para diminuir o número de
homicídios, pois sem políticas públicas adequadas, muitos jovens
acabam buscando em gangues ou no crime uma forma de inserção
social.
Interromper esse ciclo vicioso requer investimentos em ações
dirigidas aos jovens. Estudos dos EUA sugerem que ações
preventivas, como supervisão escolar frequente, geram economia de
até 90% do que se gastaria sem elas. O estudo levou em conta 523
municípios que, segundo o Censo 2010, têm população com mais de 20
mil pessoas de zero aos 19 anos.
Com informações da
Folha de SP
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