A executiva nacional da CUT aprovou
um extenso calendário de mobilizações destacando a defesa de um
projeto de desenvolvimento nacional com distribuição de renda e
valorização do trabalho, onde o Estado tem papel
principal.
A decisão foi aprovada na ultima
terça-feira, 31. As manifestações de rua iniciam na segunda-feira,
6, com concentração a partir das 10 horas em frente à Bolsa de
Valores de São Paulo contra a privatização dos aeroportos de
Guarulhos, Campinas e Brasília - que movimentam juntos 30% dos
passageiros, 57% das cargas e 19% das aeronaves do sistema
brasileiro. “Vamos reagir a um ataque inaceitável ao patrimônio
público”, afirmou o secretário geral da CUT, Quintino Severo. Além
de obrigar a participação estrangeira nos consórcios que disputarão
os aeroportos mais rentáveis do país, o BNDES vai financiar o grupo
vencedor em até 90% dos investimentos.
“Vivemos um momento de crise nos países
capitalistas centrais, o que torna necessária uma ação mais ativa
do Estado no fortalecimento do mercado interno. Privatização e
desnacionalização não contribuem em nada para o desenvolvimento
nacional soberano, pelo contrário”, reagiu Quintino.
O secretário geral cutista defende a
necessidade de fortalecimento do poder de compra, com uma política
de valorização dos salários. “Defendemos que a melhor maneira de
combater os impactos negativos da crise é afirmar um projeto de
valorização salarial, de geração de empregos e de garantia de
direitos, com serviços públicos de qualidade à altura das
necessidades da população. O contrário disso é sucumbir à pauta dos
derrotados, da direita, que quer privatizar, precarizar as relações
de trabalho e adotar a política do ajuste fiscal, diminuindo os
investimentos em políticas públicas com cortes no Orçamento e
arrocho salarial dos servidores”, reagiu.
Quintino também alertou para o
enfrentamento com a política tucana, que busca instrumentalizar
entidades para dar sustentação ao seu projeto de atraso. “O que
temos visto em Minas Gerais, no qual o governo Aécio vem tentando
fragilizar entidades e cooptá-las para seu projeto de desmonte do
Estado é bastante simbólico. Da mesma forma, em São Paulo, temos
visto a militarização do Estado pelo tucanato, que não negocia e
abusa da truculência contra a população, como no recente caso do
Pinheirinho, em São José dos Campos, no interior paulista”,
alertou.
Outro ponto destacado como “essencial”
pelo dirigente cutista é a mobilização por liberdade e autonomia
sindical, com uma ampla campanha a partir do mês de março, que
incluirá entre outras iniciativas, um plebiscito nacional.
“Queremos o fortalecimento das nossas entidades e do seu poder de
negociação e mobilização, com o fim do imposto sindical e sua
substituição pela contribuição negocial, aprovada democraticamente
pelos trabalhadores em assembleia”, frisou.
Secretário Nacional de Comunicação da CNTTL: José Carlos da Fonseca - Gibran
Redação CNTTL
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