CNTTL debate “Dia Nacional do Basta” em reunião com CUT e centrais

Os trabalhadores irão protestar nos locais de trabalho e nas ruas contra a retirada de direitos, o arrocho salarial e em defesa dos empregos e de Lula Livre!

Por: Redação CNTTL com cobertura de Vanessa Ramos da CUT-SP
Publicação: 11/07/2018
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Foto: Edu Chaves

Os trabalhadores em transportes da base da CNTTL irão participar dos protestos e paralisações que ocorrerão no Dia Nacional do Basta, em 10 de agosto, contra a retirada de direitos, o arrocho salarial e em defesa dos empregos e de Lula Livre!

A organização dessa mobilização nacional foi debatida nesta quarta-feira (11) em reunião na sede do Dieese, na região central de SP, com representantes da CUT e das demais centrais sindicais. Os dirigentes da CNTTL, Kelly Cristina Faria, e Wagner Menezes (Marrom) acompanharam as discussões, representando o ramo dos transportes nacional. 

Durante o encontro, os sindicalistas lembraram que há exatamente a um ano o Senado federal aprovou, por 50 a 26 votos, a lei n° 13.467 de 2017 que instituiu a reforma trabalhista. Em seguida, o presidente ilegítimo Michel Temer (MDB) sancionou sem vetos a medida, que rasgou a carteira de trabalho.
Os dirigentes da CNTTL, Kelly Cristina Faria, e Wagner Menezes (Marrom) acompanharam as discussões, representando o ramo dos transportes nacional. 

Locais de trabalho
Além das paralisações nos locais de trabalho pelo Brasil, as entidades sindicais preparam um ato em São Paulo, na Avenida Paulista, às 10h, em frente ao prédio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), símbolo do patronato que apoiou o golpe e a prisão política do ex-presidente Lula.

"Estamos diante de um Brasil com 28 milhões de desempregados e frente a uma realidade de desmonte das políticas sociais, de privatização e de entrega dos patrimônios públicos que são estratégicos para o futuro do país. Não podemos entrar num momento de eleições sem colocar nossa posição sobre as reformas que acabam com os direitos trabalhistas porque este não é o Brasil que a gente quer. O Brasil que a gente quer a gente vai construir nas ruas”, afirmou o secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre.  

Ao mesmo tempo em que as entidades sindicais e movimentos populares se organizam, setores patronais também se preparam para enganar a classe trabalhadora, como explicou a economista e diretora executiva do Dieese, Patrícia Pelatieri.

"Diferentes confederações patronais organizam encontros de julho até dezembro. Eles querem, ao contrário do que comprova a realidade, convencer como a 'modernização' trabalhista é um sucesso. Esta é uma ofensiva intensa das entidades patronais para não deixar que nada da reforma trabalhista seja revogado", diz.

Para o presidente da CUT-SP, Douglas Izzo, o dia 10 é uma continuidade das ações de mobilizações que as organizações sindicais têm promovido desde o golpe. 

Agenda Prioritária da Classe Trabalhadora
A articulação da CUT e das demais centrais sindicais pelos estados ocorre logo após o lançamento das 22 propostas das centrais sindicais no manifesto “Agenda Prioritária da Classe Trabalhadora”, apresentado em São Paulo, no dia 6 de junho.
 

Transportando CNTTL-CUT
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