Reforma da Previdência: 198 deputados estão indecisos se aprovam ou não, aponta Diap

Vagner Freitas, presidente da CUT, alerta que é preciso pressionar os deputados para ajudá-los a votar direito. Acesse na www.napressao.org.br

Por: CUT com edição Redação CNTTL
Publicação: 07/12/2017
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Edson Rimonatto - CUT Nacional

O governo golpista de Michel Temer está enfrentando a  resistência de deputados contrários a uma das mais impopulares medidas encaminhadas pelos golpistas a Câmara dos Deputados: a Reforma da Previdência.

Diante do impasse,  esta semana, a proposta de reforma foi retirada da pauta da Câmara porque o governo não conseguiu os 308 votos necessários para aprovar a nova e tão cruel como a primeira proposta de mudanças nas regras da aposentadoria.

De acordo com levantamento feito pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP), 167 deputados declararam que vão votar a favor da reforma. Outros 152 disseram que vão votar contra e 198 estão indecisos.

Na pressão

A indecisão dos deputados tem muito a ver com a pressão que a CUT vem fazendo para denunciar o desmonte da aposentadoria e cobrar dos deputados compromisso com os direitos sociais e trabalhistas.

Um dos instrumentos para pressionar os parlamentares é o site Na Pressão, lançado pela CUT em junho deste ano.

Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, o Na Pressão é um dos instrumentos mais poderosos para a luta dos trabalhadores e trabalhadoras contra mais esse ataque aos seus direitos.

 "A nossa base pode utilizar o site Na Pressão sem sair de casa, no próprio local de trabalho e se manifestar por meio de WhatsApp, e-mail ou telefone, dizendo claramente aos deputados de seus estados que se aprovarem o fim de suas aposentadorias, eles não voltarão em 2018".

Segundo Vagner, aliado ao Na Pressão, é preciso ainda fortalecer as denúncias contra o que representa para a classe trabalhadora a aprovação de uma medida como essa, que pode acabar com o sonho da aposentadoria de milhões de trabalhadores.

“Temos de panfletar mais, questioná-los nas ruas, nos aeroportos e em todos os lugares onde eles forem fazer uma palestra, participar de um seminário ou congresso", orienta Vagner, que complementa: vamos denunciar todos os deputados que afirmaram que vão votar a favor da Reforma da Previdência como traidores da classe trabalhadora”, alerta. 

O Brasil vai parar

Atendendo o chamado da CUT, os trabalhadores em transportes da base da CNTTL estão em estado de alerta, se preparando para parar o Brasil, caso a Reforma da Previdência entre em votação.

Sobre a Reforma da Previdência golpista

As mudanças propostas por Temer na Previdência brasileira vão prejudicar especialmente os trabalhadores e as trabalhadoras mais pobres, como os rurais assalariados e os agricultores familiares, o pessoal da construção civil e serviços, entre outros, que vão sofrer mais porque são vítimas da alta rotatividade e do contrato intermitente de trabalho, aprovado na Reforma Trabalhista que entrou em vigor no último dia 11.

A nova proposta de Reforma da Previdência prevê que as idades mínimas para aposentadoria serão de 62 anos para mulheres e de 65 anos para homens da iniciativa privada, servidores e assalariados rurais. A exceção são os professores e as professoras que poderão se aposentar aos 60 anos – idade vale para ambos os sexos; e os policiais (55 anos também para ambos os sexos).

O tempo mínimo de contribuição previsto no texto é de 15 anos para os trabalhadores do regime geral (INSS) e 25 anos para os servidores públicos. 

O trabalhador da iniciativa privada que contribuir durante 15 anos terá direito a 60% do valor do benefício, que é a média da soma de todos os salários, desde o primeiro, em geral mais baixo. Se estiver vivo e contribuir durante 25 anos, receberá somente 65% do valor do benefício.

No caso dos servidores públicos, eles receberão 70% do benefício se contribuírem por 25 anos. Quem contribuir por 30 anos receberá 77,5% do benefício. Nos dois regimes, os trabalhadores que quiserem receber 100% do benefício terão de contribuir por 40 anos. Além disso, terão de ter a idade mínima 65 anos (homens) e 62 (mulheres).

No caso dos trabalhadores rurais, a proposta é ainda mais cruel. A nova reforma Previdenciária iguala as regras dos trabalhadores assalariados rurais aos urbanos e ainda exige dos agricultores familiares (pequenos produtores) uma contribuição mensal e individual, o que praticamente acaba com o sistema de proteção diferenciado dos rurais.

 

 

 

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