Manifestações neste 25 de novembro abriram os 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres

Dirigente da CNTTL esteve presente ao ato do Dia Internacional pela Violência contra as Mulheres em Santo André

Por: Gislene Madarazo, da Redação da CNTTL
Publicação: 27/11/2017
Imagem de Manifestações neste 25 de novembro abriram os 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres

Secretária Nacional de Políticas Sindicais da CNTTL/CUT e dirigente do Sindicato dos Rodoviários do ABC, Cleide Tameirão -foto: divulgação

Inúmeros atos foram realizados por mulheres de várias categorias e de movimentos sociais e populares neste sábado para marcar o 25 de novembro – Dia Internacional pela Violência contra as Mulheres, abrindo os 16 dias de ativismo pelo fim da violência de gênero.

Em Santo André, o ato aconteceu na parte da manhã no centro da cidade e a secretária nacional de políticas sindicais da CNTTL/CUT e dirigente do Sindicato dos Rodoviários do ABC, Cleide Tameirão (foto) esteve presente, representando as mulheres do ramo de transporte. Cleide também é coordenadora do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Santo André.

A campanha chamada 16 dias de ativismo pela eliminação da violência de gênero é um projeto capitaneado pela ONU Mulheres e parceiros para promover atividades de conscientização do dia 25 de novembro até 10 de dezembro, Dia dos Direitos Humanos. É realizada no Brasil e em mais de 160 países.

A data foi escolhida para lembrar as irmãs Pátria, Minerva e Maria Teresa Mirabal, conhecidas como “las Mariposas”. No dia 25 de novembro de 1960, elas foram brutalmente assassinadas pelo ditador Rafael Trujillo, da República Dominicana, a quem faziam oposição.  Elas sofreram uma emboscada quando estavam em viagem para visitar os maridos, que estavam presos. O assassinato causou forte comoção no país e ajudou a aumentar a luta contra a ditadura, que culminou com a morte do ditador meses depois.

ONU: violência de gênero afeta famílias, comunidades e sociedades inteiras

“Em todo o mundo, mais de uma a cada três mulheres enfrentará violência ao longo de suas vidas; 750 milhões de mulheres se casaram antes de completar 18 anos e mais de 250 milhões foram submetidas à mutilação genital feminina”, afirmou o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, que defendeu a igualdade de gênero e o empoderamento feminino como soluções para as violações dos direitos das mulheres. Para o chefe da ONU, problema é sintoma de um patriarcado “pervasivo”.

“Além de ter impacto direto sobre a saúde física e psicológica das mulheres, a violência de gênero “afeta famílias, comunidades e sociedades inteiras”, acrescentou Guterres.

Descrevendo essas violações como o “sinal mais visível de um patriarcado e um chauvinismo pervasivos”, o secretário-geral alertou ainda que os crimes contra o público feminino constituem uma barreira à realização dos direitos humanos e à promoção da paz e do desenvolvimento sustentável.

No Brasil, a violência contra as mulheres se tornou endêmica e sistêmica, atingindo todas as classes sociais de norte a sul e de leste a oeste no país.

Segundo a pesquisa “Visível e Invisível: a Vitimização de Mulheres no Brasil”,  publicada pelo Instituto Datafolha em  março de 2017:: 

• uma a cada três brasileiras com 16 anos ou mais foi espancada, xingada, ameaçada, agarrada, perseguida, esfaqueada, empurrada ou chutada nos últimos 12 meses.

• 40% das mulheres acima de 16 anos sofreram algum tipo de assédio, o que inclui receber comentários desrespeitosos nas ruas (20,4 milhões de vítimas), sofrer assédio físico em transporte público (5,2 milhões) e ou ser beijada ou agarrada sem consentimento (2,2 milhões de mulheres).

• Cerca de 66% de pessoas presenciaram uma mulher sendo agredida fisicamente ou verbalmente em 2016.

Já o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, de 2015 aponta que:

• a cada 11 minutos  uma mulher é estuprada e a cada 7,2 segundos uma mulher é vítima  de violência  no  Brasil. Infelizmente, há estimativas de que esses seja o registro de apenas 10% do total dos casos ocorridos.

De acordo com o IPEA com base em dados de 2011 do Sistema de Informações de Agravo de Notificação do Ministério da Saúde:

• Cerca de 70% das vítimas de estupro são crianças e adolescentes. O crime é cometido principalmente por homens próximos às vítimas.

 

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