Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes

Piauí: Motoristas e cobradores fazem protesto e participam de audiência para cobrar mais segurança

Categoria exige a implantação de medidas para combater os assaltos

Por: Redação CNTTL com informações do Sintetro PI
Publicação: 11/10/2017
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Foto: Socorro Silva/SintetroPI

Motoristas e cobradores da base do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Rodoviário do Estado do Piauí (Sintetro-PI) participaram na terça-feira (10) de audiência na Câmara Municipal de Teresina para debater o transporte público da cidade. A reunião foi proposta pelo presidente da Comissão de Planejamento Urbano, Transporte e Acessibilidade da cidade, vereador Deolindo Moura (PT).

Durante a audiência, o presidente do Sindicato, Fernando Feijão, lembrou  que havia sido acordado a implantação do botão do pânico nos veículos do transporte público, o que ainda não aconteceu. “No mês de fevereiro, nesta casa, foram discutidos diversos temas relacionados à segurança no transporte público, como a implantação do botão do pânico, que foi prometido para o mês de setembro e ainda não temos uma solução”, reclama.

O dirigente também criticou a determinação dos empresários do setor de responsabilizar os trabalhadores pela verba levada do caixa dos veículos durante assaltos e pelas multas decorrentes de atrasos no horário dos ônibus. “Temos que arcar com o que é levado da empresa durante o assalto, mas não temos culpa da insegurança que acontece no país. O usuário já anda assustado, por isso pedimos providências. Não temos vias preparadas, perdemos tempo, existem engarrafamentos. A Strans impõe uma multa de R$ 3.300 para os atrasos dos ônibus e a empresa passa para o trabalhador. Que culpa ele tem se não tem vias de acesso nessa cidade? Mas o trabalhador é responsabilizado e corre para o sindicato procurando solução, precisamos de uma solução quanto a isso”, cobra.

O vereador Deolindo Moura garantiu que vai procurar o Ministério Público do Trabalho para apurar as denúncias e buscar formas de solucionar os problemas. “Vamos ajudar essa categoria e formar uma comissão permanente com todas as entidades que participaram aqui hoje para que a gente possa diluir esses problemas e avançar nas conquistas. Eles pedem questões justas e nós temos como chegar a um entendimento por parte da Strans e do Setut. O fato é que o sistema é deficitário e o trabalhador está pagando a conta”, concluiu.

O Sindicato reivindica a implantação do botão do pânico, fim da cobrança do pagamento de assalto aos cobradores, a criação do comitê de segurança no transporte coletivo, uma delegacia especializada em roubos de ônibus e o fim das multas de R$ 3.300 aos motoristas.

Também participaram da audiência representantes  da CUT , Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (Setut), Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito de Teresina (Strans), Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Piauí (OAB-PI), motoristas e cobradores de ônibus de Teresina e os vereadores Dudu e Gustavo Gaioso.

Parada obrigatória

Ainda na terça-feira (10), a categoria realizou uma paralisação batizada de Parada obrigatória. Segundo o Sindicato, mais de 200 ônibus percorreram em fileiras algumas ruas do centro de Teresina.

O protesto dos motoristas e cobradores faz parte da programação do Sintetro  no mês de outubro contra a violência. Os trabalhadores reclamam das ameaças constantes que acontece durante os assaltos sob a mira de arma de fogo, dentre outros meios utilizados pelos bandidos, como se não bastasse à pressão psicológica que passam, ainda são obrigados a pagar os valores roubados durante os assaltos.

“A cada três dias um ônibus é assaltado na capital, queremos segurança, o cancelamento das cobranças das multas que são exorbitantes, e melhorias nos terminais de integração, não podemos cruzar os braços e não fazer nada é vidas de pais de família que estão em risco, isso é muito sério, não é justo para a categoria, tudo que acontece no interior dos ônibus envolve também os usuários, por isso é importante que a sociedade tenha conhecimento da realidade dos fatos, que tenha compreensão quando realizarmos as paralisações, pois se fazem necessárias para que as empresas e autoridades respeitem e encontrem uma solução imediata para o problema que a cada dia se agrava”, finaliza o presidente Feijão.


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