Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes

“Colocar uma arma na cintura dos agentes de trânsito vai colocar a vida dos trabalhadores em risco”, alerta Coletti

Projeto de Lei quer mudar um artigo do Estatuto do Desarmamento

Por: Redação CNTTL com G1
Publicação: 10/10/2017
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Alfredo Colleti - foto: Marcos Vinicio Costa

O Congresso Nacional aprovou recentemente um projeto de Lei (nº 152) que muda um artigo do Estatuto do Desarmamento e autoriza agentes de trânsito de todo o país a usarem armas de fogo no trabalho.

Apesar de ter sido aprovado na Câmara e no Senado, esse projeto não é consenso para a categoria. No estado de São Paulo, por exemplo, que tem cerca de 60% de todos os agentes de trânsito do Brasil, a maioria não quer usar arma no trabalho.

Mais vidas em risco

Para o diretor do Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Viário do Estado de São Paulo (Sindviários) e dirigente da CNTTL, Alfredo Coletti, colocar uma arma na cintura dos agentes de trânsito vai colocar a vida dos trabalhadores em risco. “Podemos estar atuando em algum cruzamento e acontece um assalto. A primeira coisa que a população vai fazer é recorrer ao agente de trânsito.  Não é nossa função. Nós não somos polícia e nem somos policiais. O porte de arma para gente é extremamente complicado”, afirmou o dirigente em entrevista ao G1.

Outro dado alarmante relevado pelo dirigente é que o número de agressões contra os trabalhadores aumentou 36% em relação ao ano passado.

O Movimento Sou da Paz também é contrário a Lei e diz que é preciso preservar o estatuto. “ Uma das principais virtudes do  estatuto é tirar a arma de circulação das ruas. Isso ajuda a diminuir um indicador que já é altíssimo de homicídios. Quanto mais categorias profissionais vão ganhando esse direito de andar armadas, mais armas são despejadas nas ruas, mais armas em circulação. E o resultado, a gente já conhece bem. É mais homicídios. Mais mortes”, declarou o diretor executivo do Instituto, Ivan Marques, ao G1.

Caso o projeto seja sancionado por Temer, a autorização ainda precisa ser regulamentada pelos estados e municípios.

 

 

 

 

 

 

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