Exame toxicológico: “É emergencial, mas o problema é o excesso da jornada dos motoristas”, diz Paulinho

Presidente da CNTTL/CUT defende que os trabalhadores recebam bons salários e tenham melhores condições de trabalho em Seminário Nacional, em Brasília

Por: Viviane Barbosa, da Redação CNTTL
Publicação: 16/02/2016
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Paulinho no Seminário - foto: Floriano Rios/DF

O presidente da CNTTL/CUT, Paulo João Estausia, o Paulinho, participou na manhã de terça-feira (16) do Seminário Nacional do Marco Regulatório do Transporte Rodoviário de Cargas, realizado pela Comissão Especial sobre o tema na Câmara dos Deputados, em Brasília.

O evento reuniu caminhoneiros, motoristas profissionais, empresários e uma grande delegação de dirigentes da CNTTL/CUT e dos sindicatos rodoviários filiados.
    
Paulinho falou sobre a realização de exames toxicológicos em motoristas profissionais de transporte rodoviário coletivo de passageiros e de cargas (categorias de habilitação C, D e E) que passará a ser exigida em todo o País a partir de março.

As normas constam da deliberação 145 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e fazem parte da Lei do Motorista, nº 13.103, sancionada pela presidenta Dilma Rousseff em 2 de março de 2015.

Os exames devem ser realizados previamente à admissão e por ocasião do desligamento do profissional e deverá ter como janela de detecção, para consumo de substâncias psicoativas, uma análise retrospectiva mínima de 90 dias e somente poderá ser realizado por laboratórios autorizados.

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Dirigentes da CNTTL/CUT no Seminário - foto: Viviane Barbosa/Mídia Consulte


Foco do problema é o excesso de jornada  

Paulinho deixou claro que a obrigatoriedade do exame toxicológico para os motoristas profissionais é uma medida emergencial positiva, que busca amenizar os acidentes nas rodovias, mas não resolverá os problemas enfrentados pelos profissionais do volante.

“O foco do problema é o excesso da jornada de trabalho. Em média, os motoristas profissionais trabalham 18 horas por dia”, explica.

Paulinho disse que é fundamental oferecer melhores condições de trabalho para os motoristas, assim como para os autônomos, além do cumprimento das leis em prol da coletividade, como por exemplos: a parada obrigatória e o descanso.


Paulinho durante o Seminário - foto: Viviane Barbosa/Mídia Consulte

 

“Os motoristas precisam receber bons salários. Hoje, eles ganham os piores salários em comparação a outros países. Por isso, que eles trabalham para fazer hora extra e acabam transportando mais para buscar a sua sobrevivência”, alerta.

Paulinho disse é necessário que os trabalhadores tenham melhores condições de trabalho, salário decente, repouso e qualidade de vida e defende ainda que o empregador arque com as despesas do exame toxicológico do trabalhador.

A Portaria não afeta os motoristas autônomos, já que a regulamentação para esse grupo será feita por meio de uma Resolução do Conselho Nacional de Trânsito.

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