Cargas: Estudo aponta que fadiga é o maior fator para acidentes nas estradas do País

Levantamento do Dieese mostra que 15% a 20% das colisões acontecem porque o condutor dormiu ao volante

Por: Vanessa Barboza com a colaboração de Bruna Martuchi, Redação CNTTL
Publicação: 28/10/2015
Imagem de Cargas: Estudo aponta que fadiga é o maior fator para acidentes nas estradas do País

divulgação

Os acidentes em estradas do país causado por motoristas de transporte de cargas têm como principal motivo a fadiga. Segundo estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), aproximadamente 15% a 20% das colisões acontecem porque o condutor dormiu ao volante.

Desenvolvido pela economista do Departamento, Fiorella Macchiavello, o estudo aponta que o risco de acidentes em vias aumenta a partir da nona hora de trabalho consecutiva. Já a partir da 12ª dobra e a partir da 14ª triplica.

“Em questionários aplicados aos caminhoneiros no Brasil, apenas 16% afirmaram já ter cochilado até oito vezes enquanto dirigiam. Porém, 56% dos copilotos disseram que os motoristas cochilam enquanto dirigem”, destaca a economista. 

A pesquisa ainda aponta que de maneira geral, à noite o risco de acidentes aumenta em 30,4%. No Brasil, aproximadamente 50 pessoas não voltam ao trabalho seja por invalidez ou morte.

No mundo

O estudo também aborda as experiências internacionais comparando o Brasil a outros países. As regulamentações na União Europeia (UE) e Estados Unidos,  demandam períodos de descanso longos e regulares.

O levantamento mostra que a União Europeia é onde se tem o período mais longo de descanso,  no mínimo 11 horas.

As regras nos EUA e na UE obrigam o motorista a ter uma pausa após ter acumulado certa quantidade de tempo trabalhando ou dirigindo. Nos EUA, a pausa obrigatória de 30 minutos e o descanso de 34 horas consecutivas, reduz os riscos de acidentes em até 1%.

Já no Canadá e na Austrália, em função dos prazos curtos para descanso, oito horas e sete horas respectivamente, o risco de acidentes por possíveis perdas de sono aumenta.

Confira o estudo

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