“As mulheres têm que se organizar, ir pra cima e lutar pelos seus direitos”, afirma Marrom
O 1º Encontro Nacional da Mulher Trabalhadora em Transporte da CUT reuniu 200 trabalhadoras de várias regiões do País.

Publicação: 29/10/2013
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O 1º Encontro Nacional da Mulher Trabalhadora em Transporte da CUT, promovido pela CNTT, nos dias 29 e 30 de novembro superou as expectativas.  Cerca de 200 trabalhadoras em transportes lotaram o auditório do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e compartilharam suas experiências profissionais, dificuldades e reivindicações. 

Participaram agentes de bordo, motoristas, cobradoras e fiscais de trânsito das cidades de São Paulo, Sorocaba, Salvador, Guarulhos, ABC paulista e Uberlândia. A maioria das participantes foram  agentes de bordo da cidade de Sorocaba.  “É raro organizarmos eventos e encontrarmos este grande número de mulheres. Os rodoviários de Sorocaba estão de parabéns pela organização. As mulheres têm que se organizar, ir pra cima e lutar pelos seus direitos”, disse o Secretário Geral da CNTT e diretor do Sindicato dos Condutores de Guarulhos (Sincoverg/CUT), Wagner Menezes (Marrom),  que coordenou a mesa de abertura do evento.
O diretor Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba, Marcílio Jesus Garcia, disse que com o fim da dupla função (motorista que dirige e também cobra) na cidade aumentou a participação de mulheres como agentes de bordo. “Elas são preparadas para atender com qualidade a população, principalmente, os idosos e as pessoas com deficiência. A presença  destas companheiras no 1º Encontro abrilhantam a luta”, conta.
Os municípios de Sorocaba e Votorantim são os primeiros no Brasil a implantar a função de agente de bordo no sistema de transporte coletivo urbano, após intensa luta do Sindicato dos Rodoviários que identificou a necessidade da nova função com o surgimento dos problemas originados com a instalação das catracas eletrônicas e, consequente, demissão dos cobradores.
Em Guarulhos, a dupla função também acabou no transporte público municipal, graças à luta do Sindicato dos Condutores. A entidade continua a luta para acabar com a dupla função no transporte público interestadual.


No destaque, diretor Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba, Marcílio Jesus Garcia - foto: João Batista Batistella

Mulher é sempre bem vinda
“A mulher é sempre vinda em qualquer local”. A frase é da diretora do Sindicato dos Rodoviários da Bahia e Adjunta do Conselho Fiscal da CNTT, Elza Brito, que também prestigiou o 1º Encontro Nacional da Mulher Trabalhadora em Transporte da CUT. A dirigente disse que a mulher precisa ser respeitada em qualquer setor. 
A motorista de ônibus da Vila Galvão, a maior empresa de transporte público coletivo de Guarulhos, e diretora de base do Sincoverg, Rosimeire Aparecida Monteiro, a Rose, disse que as mulheres do transporte encontram muitas dificuldades, em razão da profissão ser muito estressante, mas disse que as mulheres não podem desistir e devem lutar para crescer na profissão. “Não nasci motorista, mas hoje não consigo fazer outra função, adoro minha profissão”, conta.
A dirigente do Sindicato dos Rodoviários do ABC, Solange Aparecida Bemfatti, falou sobre o problema da dupla função na base e salientou que o Sindicato tem lutado para acabar com este desrespeito. “Dirigir não é fácil. A dupla função tem acarretado diversos problemas na categoria, como stress, afastamento e muitas mulheres passam por dificuldades. O  nosso Sindicato está reagindo a estes ataques”. 
O tesoureiro da Federação Nacional dos Portuários (FNP), José Renato, que representou o vice-presidente da CNTT, Eduardo Guterra,  elogiou a iniciativa da CNTT e comentou que no setor portuário não têm muitas mulheres, por causa de ser um setor machista.

Mulher no movimento sindical e combate à violência 
A diretora do Sindviários (Sindicato dos Trabalhadores no Sistema de Operação, Sinalização, Fiscalização, Manutenção e Planejamento Viário e Urbano do Estado de São Paulo), Nelci Fidelis, socializou que é fundamental inserir a mulher no movimento sindical. “Temos que construir pautas de interesse das mulheres. A paridade (que assegura 50% de mulheres na direção das entidades sindicais cutistas) é uma delas que temos que transformá-la em realidade”, conta. Cerca de 50% da base do Sindviários são mulheres.
A representante da CUT na Subsede Sorocaba, Maria Lúcia Gonçalves, ficou surpresa com o total de mulheres trabalhando no setor de transportes em Sorocaba e falou sobre a Caravana da CUT/SP contra a violência contra a mulher que está acontecendo no Estado. “Temos denunciado o descaso do governo estadual que não tem priorizado a implantação  de delegacias especializada, lembrando que as atuais estão sucateadas”, relatou.


Da esquerda para direita: Solange Aparecida Bem fatti  diretora do Sindicato dos Rodoviários do ABC, Lucinha, assessora da Subsede da CUT/SP em Sorocaba, José Renato, esoureiro da FNP, Nelci Fidelis, diretora do Sindiviários, Wagner Menezes, Secretário Geral da CNTT/CUT, Elsa Brito, diretora do Sindicato dos Rodoviários de Salvador e Adjunto do Conselho Fiscal da CNTT , Rosimeire Aparecida Monteiro, a Rose, diretora do Sindicato dos Condutores de Guarulhos, Marcílio de Jesus, diretor do Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba e Carlos Silvestre, assessor político da CNTT/CUT - foto: João Batista Batistella


Mulheres no transporte lotam auditório do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba
foto: João Batista Batistella


Viviane Barbosa, editora do Portal da CNTT/CUT


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 matéria atualizada às 9h55 do dia 2 de dezembro 2013

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